Governo dos Açores satisfeito com aprovação da proposta da região sobre subsídio de mobilidade
18 de fev. de 2026, 19:43
— Lusa/AO Online
Fonte
oficial do executivo regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM disse à
agência Lusa que “o Governo dos Açores manifesta a sua satisfação pela
proposta vinda da região ter sido aprovada na generalidade com o maior
número de votos favoráveis entre as propostas hoje votadas na Assembleia
da República”.O parlamento aprovou,
na generalidade, duas propostas de lei dos parlamentos regionais dos
Açores e da Madeira que dispensam a exigência de situação contributiva
regularizada no acesso ao Subsídio Social de Mobilidade (SSM) nas
viagens aéreas.Todos os diplomas foram
viabilizados com os votos contra das bancadas do PSD e do CDS-PP
(partidos que suportam o Governo), com a exceção dos seis deputados
sociais-democratas eleitos pelas regiões autónomas da Madeira e dos
Açores, que votaram a favor.Os deputados
do PSD Paulo Moniz, Francisco Pimentel e Nuna Menezes, eleitos pelo
círculo dos Açores, e Pedro Coelho, Vânia Jesus e Paulo Neves, eleitos
pelo círculo da Madeira, exerceram o direito de liberdade de voto que
tinha sido anunciado previamente pelo líder parlamentar do PSD, Hugo
Soares.O diploma do parlamento açoriano,
que foi aprovado por todas as bancadas à exceção de PSD e CDS-PP, propõe
que o SSM seja “pago aos passageiros por ele abrangidos qualquer que
seja a sua situação contributiva perante a Autoridade Tributária e
Aduaneira e a Segurança Social”.A mesma
fonte oficial do Governo Regional dos Açores referiu ainda à Lusa que o
executivo, “enquanto proponente da proposta aprovada por unanimidade no
parlamento da região, saúda uma eventual disponibilidade para, na
especialidade e redação final, se incluírem elementos das várias
propostas hoje debatidas” na Assembleia da República.“Hoje,
ficou provado que a proposta proveniente da região foi a mais rápida na
procura da resolução, e mais rápida seria se tivesse sido aprovada a
sua urgência” no dia 23 de janeiro, acrescentou.Foi ainda aprovado um diploma do Chega, com os votos
contra de PSD, CDS-PP e IL, e a abstenção de Livre e PCP, que defende a
simplificação do SSM, propondo que a designação seja substituída por
“Direito à Compensação por Continuidade Territorial” e que a atribuição
deste subsídio “implica a compra e a utilização efetiva do bilhete
corresponde ao pagamento de um valor variável sem um limite máximo”.Com
a aprovação na generalidade, os três diplomas baixam à comissão das
Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, para discussão na
especialidade.Estes diplomas vão juntar-se
na especialidade às apreciações parlamentares apresentadas por PS e
Chega sobre o novo regime do SSM, que motivaram o debate de na
Assembleia da República e baixam diretamente à comissão.As
apreciações parlamentares querem alterar a portaria do Governo
PSD/CDS-PP que define o modo de apurar o valor do subsídio social de
mobilidade, que introduziu como critério para acesso ao reembolso das
passagens a “regularidade da situação contributiva e tributária do
beneficiário, perante a Segurança Social e a Autoridade Tributária e
Aduaneira”.A medida gerou contestação dos
executivos regionais e dos partidos políticos dos Açores e da Madeira,
que acusaram o Governo da República de discriminar os cidadãos das
regiões autónomas.Na véspera de começar a
ser aplicado este critério, o executivo liderado pelo social-democrata
Luís Montenegro decidiu suspender a exigência de situação contributiva
regularizada até ao final de janeiro, tendo, entretanto, alargado a
suspensão até 31 de março.