Governo dos Açores repudia “egoísmo” dos que tentam impedir a realização de obra
Hoje 10:25
— Lusa/AO Online
“Repudio
os que fazem do egoísmo e da tentativa de procrastinar, para evitar que
se faça o que tem de ser feito”, apontou o presidente do executivo,
durante a inauguração da nova via, com 3,5 km’s de extensão, recordando
os abaixo-assinados e até uma providência cautelar, que tentaram alterar
o traçado da estrada, que atravessa a zona alta da cidade.A
obra, prevista há mais de 30 anos, chegou a ter outros traçados, mas
nunca arrancou devido à contestação dos moradores mais próximos, que não
queriam uma via rápida junto às suas moradias, e que apresentaram
petições e abaixo-assinados para evitar a sua construção.José
Manuel Bolieiro diz agora que o “estado de espírito” do Governo a que
preside, tem várias fases, e saber ouvir é uma delas, mas deixou um
recado àqueles que tudo fazem para impedir a concretização de projetos
ou obras, com fins particulares ou até políticos.“Ouvir
quem, de boa-fé, tem uma opinião que valoriza um objetivo e consolida
uma estratégica”, admitiu o social-democrata, garantindo, porém, terão o
repúdio do executivo, “todos os que pretendem apenas meter pedra na
engrenagem, evitar a concretização da estratégia ou diminuir o valor de
desenvolvimento” que a região pretende potenciar.A
segunda fase da variante à cidade da Horta, que atravessa a três
freguesias da cidade (Angústias, Matriz e Conceição), tem três faixas de
rodagem, quatro rotundas, uma ciclovia e dois viadutos, um com passagem
superior e outro inferior, num investimento superior a15 milhões de
euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e foi
adjudicada ao consórcio Tecnovia, Afavias e Marques, SA.“Só
no âmbito das acessibilidades, temos um investimento que aponta para 93
milhões de euros no PRR, e mais 14 milhões que decorreram do
investimento da região”, realçou o governante, referindo-se à totalidade
de projetos que existem na região, acrescentando que, além dos fundos
comunitários, tem existido “um esforço de liquidez e de tesouraria”, por
parte do “exíguo” orçamento regional.Para
construir a nova estrada, o Governo Regional teve de expropriar 46
parcelas de terreno, mas até ao início deste mês, só tinha
conseguido assinar 23 escrituras, uma vez que os restantes processos
foram para Tribunal, por desacordo em relação aos valores das
indemnizações propostas pelo executivo.