Governo dos Açores reduz orgânica e poupa dois milhões de euros
1 de abr. de 2021, 17:44
— Lusa/AO Online
José
Manuel Bolieiro falava à comunicação social, após a realização da
reunião do Conselho do Governo dos Açores, no Palácio da Conceição, que
foi alvo de obras de reestruturação.Na
altura, o governante afirmou que a nova orgânica foi aprovada com o
“objetivo de reduzir a despesa de funcionamento de cada um dos
departamentos do executivo açoriano, alcançando por isso uma poupança
superior a meio milhão de euros” este ano “e mais de dois milhões na
legislatura”. O líder do executivo
açoriano confirmou que, a partir de 01 de junho, os açorianos poderão
viajar para qualquer ilha dos Açores com base numa tarifa máxima de 60
euros, ida e volta, cumprindo assim uma promessa eleitoral do
PSD/Açores.O chefe do executivo disse que a
Tarifa Açores, já contemplada no Plano e Orçamento de 2021, a aprovar
este mês pelo parlamento regional, tem um “objetivo estratégico de
governação de criar um mercado regional interno de mobilidade de pessoas
e mercadorias”.Pretende-se ainda
“garantir que se pode conhecer as ilhas com mais facilidade, e a região,
pagando menos do que se pagaria dos Açores para o continente".José
Manuel Bolieiro explicou que os açorianos “pagam apenas 60 euros,
independentemente do preço da tarifa, havendo um apoio ao passageiro e
não a subvenção à empresa prestadora do serviço”, contrariamente ao que
acontece com o subsídio de mobilidade territorial dos Açores para o
continente.José Manuel Bolieiro anunciou
que o Governo dos Açores pretende entregar à Comissão Europeia a
proposta de revisão das obrigações do serviço público de transporte
aéreo interilhas, com os contributos das câmaras de comércio de Ponta
Delgada, Angra do Heroísmo e Horta e dos presidentes dos municípios
açorianos.O presidente do Governo dos
Açores declarou que “este governo e este estilo de governação não é para
interferir onde não tem que interferir, na gestão e na competência do
negócio no setor público empresarial regional, onde se inclui a SATA”,
deixando a sua gestão a cargo do conselho de administração da operadora
aérea. “Coisa diferente é ter que definir
as obrigações de serviço público com o respetivo processo indemnizatório
ou esta opção de apoiar os passageiros na mobilidade interna através da
Tarifa Açores, uma responsabilidade pública que o Governo assume como
objetivo estratégico de governação e desenvolvimento dos Açores”, disse.