Governo dos Açores reconhece dificuldade na nomeação de coordenador do apoio aos doentes deslocados
24 de out. de 2023, 17:52
— Lusa
Em
resposta a um requerimento apresentado por vários deputados do
PS/Açores, o secretário regional das Finanças, Planeamento e
Administração Pública, Duarte Freitas indica que o Serviço de Apoio ao
Doente Deslocado “encontra-se sem coordenação, desde o dia 28 de janeiro
de 2023”, depois de a coordenadora ter deixado o cargo a seu pedido.Por
isso, acrescenta Duarte Freitas, o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM)
“tem vindo a encetar diligências para proceder-se à nomeação de
trabalhador com vínculo de emprego público por tempo indeterminado".“Contudo,
tal facto ainda não se concretizou pela recusa por parte de alguns
trabalhadores, já contactados para o efeito”, lê-se na resposta.No
início do mês, o PS/Açores questionou o Governo Regional sobre o
funcionamento do Serviço de Apoio ao Doente Deslocado (SADD), em Lisboa,
alegando que a valência estava “sem coordenação e sem viatura” para o
transporte dos utentes.Relativamente ao
facto de a viatura entregue pelo Governo Regional em março de 2022 estar
inoperacional, o executivo açoriano responde que o “transporte de
doentes não urgentes pode ser realizado através de Veículos Dedicados ao
Transporte de Doentes (VDTD)”.“Não
obstante a viatura ter sido entregue ao Serviço de Apoio ao Doente
Deslocado em março de 2022, esta carecia de concessão de alvará por
parte do INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica], razão pela qual
foram encetadas as diligências processuais junto dessa entidade para a
obtenção do citado alvará”, especifica o secretário regional das
Finanças.Contudo, no desenrolar do
processo surgiram “alguns constrangimentos”, já que de acordo com a
legislação em vigor “os VDTD têm de estar afetos exclusivamente à
atividade de transporte de doentes, o que no caso do Serviço de Apoio ao
Doente Deslocado não acontece”, acrescenta.Pois,
de acordo com o Governo Regional, para além do transporte no âmbito da
prestação de cuidados de saúde, ou seja, “de/para consultas e/ou
tratamentos, efetua-se, ainda o transporte de apoio aos utentes e aos
respetivos acompanhantes, na chegada/regresso no aeroporto de Lisboa”.Assim,
em articulação entre a Direção Regional da Saúde e o INEM, “foi
entendimento da última entidade que não seria indicada a caracterização
da viatura e concessão de alvará, porquanto não se trataria de uma
viatura de VDTD, mas sim de uma viatura de apoio a atividades de um
serviço específico".A viatura, "em caso de
ser utilizada para fins que não os relativos ao transporte de doentes,
estaria sujeita a contraordenação, conforme decorre da legislação em
vigor”, salienta o executivo açoriano.Por
isso, adianta ainda o secretário regional, o processo para a concessão
de alvará foi cancelado, encontrando-se “em fase de ultimação os
procedimentos relativos à descaracterização da viatura, com vista a
servir o seu propósito, isto é o apoio psicossocial aos utentes e
respetivos acompanhantes”.