Governo dos Açores recebe este mês estudo para privatização de empresas públicas regionais
25 de jul. de 2025, 09:03
— Lusa/AO Online
O
Governo dos Açores anunciou em março que encomendou um estudo sobre a
melhor forma de privatizar várias entidades públicas da região.Estão
em causa a empresa de transporte marítimo Atlânticoline, o Instituto
Regional de Ordenamento Agrário (IROA), o Instituto de Alimentação e
Mercados Agrícolas (IAMA), a Portos dos Açores, a Lotaçor, a SEGMA -
Serviços de Engenharia, Gestão e Manutenção, a Globaleda (do grupo EDA) e
o Teatro Micaelense."Da parte das
empresas do grupo EDA já tivemos reunião com o conselho de administração
para refletir a alienação da SEGMA e da Globaleda e, em breve, teremos
em Conselho do Governo, condições para fazer a autorização dessas
alienações", disse hoje o secretário regional das Finanças, Planeamento e
Administração Pública, Duarte Freitas.O
governante, que falava aos jornalistas, em Ponta Delgada, na ilha de São
Miguel, à margem da leitura das conclusões do Conselho do Governo,
acrescentou que seis empresas e entidades estão incluídas num estudo da
consultora Deloitte, que será apresentado "até ao final deste mês"."A
Deloitte ficou de apresentar o seu estudo. Depois vamos, naturalmente,
analisá-lo e vamos passar à fase seguinte que é a operacionalização
daquilo que for para privatizar", acrescentou.Duarte Freitas referiu também que o executivo está a trabalhar para "desenhar o processo de solução de alienação do golfe".Questionado
sobre a posição hoje assumida pela CGTP-IN/Açores, que está contra a
intenção do Governo Regional de privatizar várias empresas públicas
regionais, considerando que a sua concretização será "desastrosa" para a
população e para a região, o governante respondeu que nenhum dos
processos se faz "sem diálogo com os sindicatos e com os trabalhadores".A
estrutura intersindical também se mostra preocupada com as
consequências que a medida poderá ter para os trabalhadores, alegando
que as condições laborais "ficarão em risco".Duarte
Freitas assegurou que para o Governo Regional é relevante que, em
primeiro lugar, se protejam os interesses da região e, em segundo lugar,
os interesses dos trabalhadores."É
preciso defender os interesses da região, defender os interesses dos
trabalhadores e assegurar a prestação de serviço público, seja empresa
pública ou privada", rematou.O Governo dos
Açores anunciou, em março, que encomendou um estudo sobre a melhor
forma de privatizar várias entidades públicas, como o Teatro Micaelense,
a Atlânticoline, o IROA, o IAMA, a Portos dos Açores ou a Lotaçor."O
que está em causa neste momento é tomar decisões em relação aos ativos
que temos entre mãos, para além do golfe e da SATA. Tomar decisões, se é
sobre extinção, cessão, alienação ou fusão. É preciso decidir. Para
decidir, temos de ter os dados", afirmou então o secretário das
Finanças, Planeamento e Administração Pública.Duarte
Freitas, que falava no plenário da Assembleia Legislativa, na Horta,
durante um debate de urgência sobre o setor público empresarial regional
pedido pelo Chega, referiu que "há áreas de negócio da Portos dos
Açores que podem ser geridas por privados. Da Lotaçor também. Do IAMA,
do IROA, do Teatro Micaelense e da Atlânticoline [também]".Segundo
o governante, existem quatro hipóteses para aquelas entidades que podem
ser privatizadas em "parte ou no todo": a fusão, alienação, cessão ou
extinção.