Governo dos Açores reafirma compromisso com reforço de financiamento ao setor social
Hoje 15:52
— Lusa/AO Online
Numa posição enviada à
agência Lusa, a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social
reiterou o objetivo de “garantir às IPSS” (Instituições Particulares de
Solidariedade Social) e às Misericórdias “as condições necessárias para
continuarem a desempenhar o seu papel relevante ao serviço dos
açorianos”.“O Governo Regional dos Açores
reafirma o seu compromisso com o setor social, prosseguindo uma política
de atualização dos instrumentos de cooperação e de reforço do
financiamento das respostas sociais de forma responsável, sustentável e
financeiramente equilibrada”, defendeu.A
posição surgiu após a União das IPSS dos Açores ter denunciado à agência
Lusa na quarta-feira estarem em falta 4,2 milhões de euros em
majorações, alertando que há instituições sem conseguir pagar o subsídio
de férias.O Governo Regional salientou que o valor de 4,2 milhões de euros
“corresponde ao mesmo montante já mencionado no ano transato no âmbito
da atualização do Acordo Base para 2025”, não se tratando de “qualquer
financiamento adicional em falta, nem de uma verba extraordinária por
atribuir às instituições”.O Governo
açoriano reforçou que aquele valor “representa apenas a diferença entre o
montante que resultaria da aplicação dos referenciais utilizados em
Portugal continental e o valor efetivamente atribuído” nos Açores.“Não
existe qualquer montante de 4,2 milhões de euros pendente de pagamento
ou de atribuição às IPSS e Misericórdias, tratando-se exclusivamente de
um exercício comparativo entre dois modelos distintos de atualização dos
acordos de cooperação”.A Secretaria
regional lembrou que no início do ano foi atualizado o acordo com as
instituições sociais, que resultou numa majoração de 2,4%,
correspondente a cerca de dois milhões de euros, acordados na “sequência
do reforço da dotação financeira assegurado pela tutela nacional”.Aquela
atualização, destacou o Governo dos Açores, é “superior à taxa de
inflação registada em 2025, que se fixou em 2,13%, bem como à inflação”
prevista para 2026 (estimada em cerca de 2%).O
executivo açoriano recordou, também, que encomendou um estudo sobre o
“custo real das diferentes respostas sociais”, que permitirá “dispor de
uma base técnica rigorosa para avaliar a adequação do atual modelo de
financiamento, fundamentar eventuais revisões futuras dos acordos” e
“reforçar, junto da República, a defesa das especificidades da região”.