Governo dos Açores quer ter mais mão-de-obra na nova época alta do turismo
11 de nov. de 2021, 16:17
— Lusa/AO Online
Questionado pela agência Lusa
sobre como pretende o executivo gerar emprego para combater a falta de
mão-de-obra na economia dos Açores, que se sente de forma particular no
turismo e construção civil, Duarte Freitas referiu ser “crucial pensar a
longo prazo, mas é fundamental também não deixar de resolver os
problemas do dia a dia”, estando a ser feito “um esforço para poder
responder às necessidades de mercado” por via de cursos de formação de
curta duração, de 10 meses, para que "na próxima época já hajam algumas
pessoas qualificadas”.O responsável pela
pasta da Qualificação Profissional falava em Ponta Delgada num
pequeno-almoço para apresentação do programa do Fórum Regional da
Qualificação Profissional, que vai decorrer de 18 a 20 de novembro, na
Escola de Formação Hoteleira.Duarte
Freitas considerou que existem “ainda grandes faltas de qualificação”,
sendo que “nos últimos anos a formação e qualificação profissional foi
um pouco esquecida e não se consegue recuperar de um momento para o
outro”.O secretário regional adiantou que o
executivo açoriano, de coligação PSD/CDS-PP, está a trabalhar com a
Aicopa-Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas
dos Açores para ultrapassar as dificuldades de mão-de-obra no sector,
através de cursos de formação.Duarte
Freitas referiu-se especificamente ao Fórum Regional da Qualificação
Profissional, considerando que “é imprescindível” em termos de formação
profissional dar “respostas concretas aos desafios do futuro a 10 anos”,
sendo que esta iniciativa é o “culminar” e as “bases de um novo
paradigma” que se pretende introduzir nos Açores.
De acordo com o secretário regional da Juventude, Qualificação
Profissional e Emprego, este fórum “é uma espécie de congresso de
formação profissional, empreendedor e inovador”, contando com 37
oradores, entre os quais o comissário europeu para o Emprego e Direitos
Sociais, Nicolas Shmit, dez painéis e cerca de 200 inscritos.Vão
estar em análise questões como a qualificação na perspetiva do
território, as tendências para a década em termos de transição do
mercado do trabalho, as boas práticas na formação e sua existência em
regiões ultraperiféricas, a par das perspetivas de formação no futuro na
região autónoma.