Governo dos Açores quer redimensionar hospital de Ponta Delgada
10 de jul. de 2024, 12:06
— Lusa/AO Online
“Sobre
este Governo da coligação [PSD/CDS-PP/PPM] recai a decisão política da
recuperação do HDES. Um edifício com 27 anos, com fragilidades
identificadas a nível da estrutura física que se encontra desadequada,
mas ainda subaproveitado”, afirmou Mónica Seidi.A
governante, que falava no parlamento açoriano, na Horta, Faial, num
debate de urgência sobre a saúde na região, pedido pelo PS, salientou
que se impõe “ampliar a capacidade de tratamento” do maior hospital da
região.“Queremos reorganizar a capacidade
atual para redimensionar o velho HDES e assim torná-lo novo. Queremos
uma estrutura hospitalar renovada, humanizada, zelando por um ambiente
que previna a doença, acelere a cura e promova o bem-estar dos utentes e
daqueles que nele trabalham. Temos visão. Temos estratégia. E teremos
em breve um plano funcional”, afirmou Mónica Seidi.Segundo
a titular da pasta da saúde nos Açores, o plano do executivo assenta na
renovação do bloco operatório, na reorganização da cirurgia ambulatória
para sala de robótica e videocirurgia avançada, na ampliação e
remodelação do serviço de urgência transformando-o em ‘open space’
modular e adaptável e na ampliação da Unidade de Cuidados Intensivos com
construção de uma unidade de cuidados intermédios integrada.Também
se pretende proceder à reorganização e ampliação da consulta externa
polivalente, à modernização de enfermarias e à atualização da eficiência
energética do edifício, numa perspetiva de Hospital Verde
Autossustentável.“A opção de reparar o
HDES e torná-lo novo, permite-nos ganhar tempo. E isso, sim, é
importante na prestação de cuidados de saúde aos nossos utentes”,
afirmou.Na intervenção, Mónica Seidi
anunciou que a apresentação do hospital modular que vai ser instalado no
perímetro do hospital de Ponta Delgada será apresentado aos partidos no
dia 17, alegando ser “entendimento do Governo Regional que os mesmos
deverão ter conhecimento pormenorizado do investimento a realizar”.Ainda
sobre a estrutura, avançou que será composta pelas valências de
urgência geral (capacidade para 12 boxes de atendimento), duas salas de
emergência, urgência pediátrica com seis camas de observação, um quarto
de isolamento, duas enfermarias (capacidade mínima para 80 doentes),
serviço de imagiologia, duas salas de bloco operatório (com seis camas
de recobro), uma unidade de cuidados intensivos e intermédios
(capacidade para 12 doentes) e bloco de partos e neonatologia (até nove
camas para grávidas).“Tudo isto se
consegue em menos tempo do que conseguiríamos com a edificação de uma
estrutura de raiz”, admitiu, adiantando que já estão nas imediações do
HDES os painéis da estrutura modular da urgência geral e pediátrica (40
módulos) e da zona das enfermarias (55 módulos).O
hospital modular “servirá de estrutura de retaguarda e permitirá manter
um reforço de capacidade quando se iniciarem as obras de reparação,
redimensionamento e reorganização funcional da atual estrutura física”
do HDES.Também disse que, na sexta-feira, o
Governo Regional entregou à Assembleia Legislativa o relatório
preliminar com os prejuízos imediatos e danos decorrentes do incêndio no
hospital, mas decidiu que, através de uma resolução, irá propor a
elaboração de um relatório independente e detalhado, quanto às causas do
incêndio.O incêndio no Hospital do Divino
Espírito Santo, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, que deflagrou a 04 de maio e cujos prejuízos estão estimados em 24 milhões de euros,
obrigou à transferência de todos os doentes que estavam internados para
vários locais dos Açores, Madeira e continente.