Governo dos Açores quer fechar extinção de empresas públicas até final do semestre
11 de mar. de 2021, 18:29
— Lusa/AO Online
“Neste momento, a
Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores [SDEA] já tem o
decreto legislativo na Assembleia [Legislativa Regional dos Açores] e
pensamos no próximo mês levar o relativo à Sinaga, para dar entrada tudo
no primeiro semestre”, declarou o secretário regional das Finanças,
Planeamento e Administração Pública.Bastos
e Silva falava aos jornalistas, em Ponta Delgada, no final de uma
audiência com dirigentes do delegação do Sindicato dos Trabalhadores da
Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP) dos
Açores, liderados por Francisco Pimentel.Para
além da SDEA e da Sinaga, o Governo Regional
pretende extinguir a empresa pública Azorina, ligada ao ambiente, tendo
Bastos e Silva salvaguardado que a integração dos trabalhadores na
função pública não contempla impactos orçamentais.O
titular da pasta das Finanças especificou que “as empresas que são
extintas eram serviços com uma capa de empresa pública e o seu pagamento
já decorria de transferências realizadas do Orçamento dos Açores,
promovendo-se a sua extinção com perfeita justiça, com a integração das
carreiras na função pública”.No caso
especifico da SDEA, os trabalhadores já foram entrevistados com vista à
sua integração e os que pretendam não o ser vão ser indemnizados ao
abrigo da legislação laboral em vigor.Bastos
e Silva frisou que a integração destes trabalhadores “é irrelevante”,
uma vez que a despesa já existia “e o que é feito é uma racionalização,
não se tendo instrumentos que possam neste caso, ou noutro, criar dívida
fictícia ou carreiras injustas, porque se estavam a desempenhar tarefas
idênticas remuneradas de forma diferente".O
líder do SINTAP, Francisco Pimentel, manifestou-se “satisfeito com a
internalização de todos os trabalhadores quer da Azorina [206], quer da
SDEA [cerca de 20], sendo salvaguardado o tempo de serviço para efeitos
de reposicionamento” na função pública.“Nós
tivemos a garantia da parte do secretário regional das Finanças,
Planeamento e Administração Pública, e saímos daqui confortados neste
sentido, que não vai a região criar uma situação de pandemia social que
se sobrepõe à sanitária”, declarou o sindicalista.
O calendário de integração resultante da extinção das empresas
“dependerá da Assembleia Legislativa Regional, que irá apreciar e
aprovar o diploma” para posterior publicação.Francisco
Pimentel abordou ainda com Bastos e Silva a situação dos cerca de 70
assistentes técnicos da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC), na
sequência do envio ao Governo Regional de uma proposta para a abertura
de um processo negocial relativo à “valorização profissional e
remuneração dos trabalhadores, estando a terminar o prazo de 30 dias
para apresentar uma contra-proposta”.O
dirigente sindical registou “com agrado que até 23 de março o secretário
regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública irá
apresentar uma proposta”, estando em cima da mesa que a valorização da
carreira dos trabalhadores da RIAC se faça através de uma carreira
especial ou um suplemento remuneratório que “tenha em conta as
especificidades, a abrangência e a responsabilidade das funções
exercidas”.