Governo dos Açores quer “centrar esforços no combate” às alterações climáticas
31 de mar. de 2021, 10:36
— Lusa/AO Online
O
governante falava na comissão permanente de Assuntos
Parlamentares, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Assembleia
Legislativa dos Açores, na cidade da Horta, tendo referido que os 19
milhões de euros de investimento já incluem o valor das obras públicas.Segundo
Alonso Miguel, o Plano e Orçamento para 2021 “centra-se em aspetos que
são fundamentais como a adaptação às alterações climáticas, como a
promoção da qualidade ambiental, a melhoria de gestão de resíduos, a
proteção da natureza, da biodiversidade e a gestão dos recursos”.E
prosseguiu: “Neste quadro, o Governo Regional vai centrar esforços no
combate às alterações climáticas, de forma a poder preparar a nossa
região para essa nova realidade, consciencializar as populações de forma
a salvaguardar os nossos recursos”.O
secretário regional destacou a implementação do programa Life IP Climaz,
que será “fundamental para o programa regional contra as alterações
climáticas”.Segundo disse, aquele
programa, criado pelo anterior Governo Regional, do PS, terá um prazo de
10 anos e um investimento de 19,8 milhões de euros.O
deputado do PSD Luís Soares solicitou um “ponto de situação” sobre o
centro de interpretação do Algar do Carvão, na Terceira, tendo Alonso
Miguel referido que o projeto estará concluído “até ao final de 2022”.O
deputado do BE António Lima questionou o secretário regional acerca das
medidas para que as ilhas de São Miguel e da Terceira cumpram as metas
de reciclagem.Na resposta, Alonso Miguel referiu que foram adquiridos 1.000 contentores de recolha de biorresíduos para aquelas ilhas.A
socialista Valdemira Gouveia interrogou o governante sobre o plano para
que a indústria agropecuária nos Açores consiga “reduzir a pegada
ecológica”, defendendo que não se pode “negligenciar” os efeitos da
indústria alimentar nas alterações climáticas.Pedro
Neves, do PAN, criticou a ausência de propostas para a redução das
emissões da agropecuária, referindo que se a Secretaria das Alterações
Climáticas não tiver uma “atuação transversal” a todo o executivo, não
passa de um “'flop'” e o secretário de um “'poster'”.Em
resposta, Alonso Miguel disse ser “óbvio” que a agropecuária é
“geradora de emissões de gases de efeito estufa”, mas ressalvou ser
necessário um “equilíbrio” porque a “agricultura vai continuar a ser a
base da economia” açoriana.