Governo dos Açores quer apoiar soluções das cooperativas de habitação
26 de jun. de 2025, 18:25
— Lusa
Perante um
cenário de falta de habitação, Maria João Carreiro referiu que o
executivo açoriano está a promover uma “resposta integrada que envolve
não só a região, mas também os municípios e as cooperativas de
habitação, orientando recursos financeiros do Plano de Recuperação e
Resiliência (PRR) e da região para aumentar a oferta”.A
governante falava no lançamento da 1.ª pedra de uma empreitada de
infraestruturação de um lote, na vila de Rabo de Peixe, da cooperativa
“Nossa Vila, Nossa Casa”, no qual vão ser construídas 16 novas moradias,
de tipologia T3, a custos controlados.Maria
João Carreiro adiantou que estratégia do Governo Regional passa também
por “garantir uma habitação de qualidade e a preços compatíveis com o
rendimento das famílias e dos jovens açorianos”.Citada
em nota de imprensa, a secretária regional disse que as cooperativas de
habitação “podem e devem ser cada vez mais parceiras da região na boa
execução e na resposta eficaz que são exigidas em matéria de habitação”.De
acordo com Maria João Carreiro, o trabalho conjunto dos vários agentes
do setor “multiplica resultados” e o apoio do Governo a iniciativas que
partem dos cidadãos e da cidadania organizada, como são as cooperativas,
“amplifica as respostas que são precisas dar para ultrapassar as
dificuldades no acesso à habitação".A
governante lembrou que o “desinvestimento público regional na última
década no parque habitacional da região, que ainda é deficitário, atrasa
a resposta que os açorianos esperam num quadro de enorme pressão do
lado da procura”, que tem conduzido ao “aumento dos custos com a
aquisição de habitação e arrendamento”.Segundo
a nota de imprensa, entre os apoios de que as cooperativas de habitação
podem beneficiar estão a cedência de projetos-tipo de habitação, de
loteamento e de infraestruturas, a cedência de lotes infraestruturados e
de solos por infraestruturar e ainda a comparticipação financeira, a
fundo perdido, no investimento realizado, ou a realizar, na aquisição de
solos, na sua infraestruturação e estudos e projetos correspondentes.Através
do regime de apoio à construção de habitação própria e à construção de
habitação de custos controlados, a cooperativa “Nossa Vila, Nossa Casa”
beneficiou de um apoio financeiro, não reembolsável, superior a 313 mil
euros, mais IVA à taxa legal em vigor.Este
montante garante a comparticipação total dos projetos de arquitetura e
especialidades, bem como a empreitada de execução e fiscalização que
agora se inicia e com um prazo de execução de três meses.