Governo dos Açores quer acabar com “desvios” no custo e prazo das obras públicas
3 de fev. de 2021, 09:37
— Lusa/AO Online
“Vamos continuar a promover o lançamento de
empreitadas em função das necessidades de cada um dos departamentos [do
Governo Regional] e iremos executá-las com rigor. É o que pretendemos,
muito rigor, de maneira a que deixe de haver desvios nas obras, quer em
custos, quer em prazos”, declarou Ana Carvalho, que reuniu hoje, em
Ponta Delgada, com a direção da Associação dos Industriais de Construção
Civil e Obras Públicas dos Açores (AICOPA).A
titular da pasta das Obras Públicas - que chegou ao governo dos Açores
com o novo executivo do PSD/CDS-PP e PPM, eleito em outubro de 2020 -
referiu que estes desvios, “às vezes, aconteceram no passado, mas por
várias circunstâncias”, e pretende-se “evitar que isso volte a
acontecer”.Ana Carvalho, que aguarda a
última alteração nacional do Código dos Contratos Públicos, para
analisar e decidir se há necessidade de adaptar o diploma aos Açores,
ressalvou, contudo, que “existem algumas coisas no atual diploma que já
mereciam revisão”.A governante considerou
que o setor da construção civil “tem promovido a continuidade de muito
trabalho na região” e “sem este, seria bem pior a situação das pessoas,
porque há muitos trabalhadores nesta área”.A
responsável salvaguardou que o executivo e a AICOPA “estão em
consonância em várias áreas como as relacionadas com alvarás e projetos,
a par dos preços base das obras e cumprimento de prazos”, entre outras
matérias.A presidente da AICOPA, Alexandra
Bragança, considerou “excelente” a ideia lançada pela secretária
regional das Obras Públicas e Comunicações de “centralização do processo
de lançamento do procedimento de contratação pública”."Vai
haver aqui uma perfeita revolução na forma de agilizar e instruir todos
os processos, uma vez que será a Secretaria Regional das Obras Públicas
e Comunicações a monitorizar todo esse processo”, frisou.Alexandra
Bragança defendeu a necessidade de manter o investimento público, que,
“se se mantiver conforme os últimos anos, ou se conseguir crescer um
pouco, será excelente para o setor”, a par da “regularidade e constância
ao nível do lançamento das obras públicas”.A
responsável referiu que, apesar da pandemia da covid-19, o investimento
em obras públicas “tem sido constante”, mas no setor privado “o
decréscimo tem sido brutal, não sendo possível quantificar de forma
exata”.Alexandra Bragança referiu que a
quebra “está relacionada com todos os projetos de investimento aos quais
foi concedida licença de construção, mas cujas obras efetivamente não
chegaram a ser executadas”, como afirmou ser o caso dos projetos
identificados com o setor do turismo.