Governo dos Açores propõe alterações ao sistema de avaliação de funcionários públicos
23 de dez. de 2024, 17:35
— Lusa/AO Online
“Mais chefias devem ser
responsáveis, devem saber fazer a análise, devem saber dar as notas
justas a cada funcionário e não o mais fácil que é dar cinco ou quatro a
todos. Isso não é uma avaliação”, afirmou, em declarações aos
jornalistas, o vice-presidente do executivo açoriano,
Artur Lima.O governante falava, em Angra
do Heroísmo, na ilha Terceira, após a leitura do comunicado do Conselho
do Governo, que se reuniu na sexta-feira, em Ponta Delgada, na ilha de
São Miguel.Uma das decisões do Conselho do
Governo foi a aprovação de uma proposta de decreto legislativo regional
que introduz alterações ao diploma que estabelece o Sistema Integrado
de Gestão e Avaliação do Desempenho da Administração Pública Regional
dos Açores (SIADAPRA).A avaliação dos
trabalhadores deverá passar a ser anual e em cada ciclo avaliativo
deverá haver “uma formação específica, obrigatória, ligada às
competências a desenvolver”, que terá efeitos na avaliação.As
menções de avaliação dos trabalhadores serão redefinidas, em
consonância com o que acontece a nível nacional, passando a ser:
inadequado, regular, bom, muito bom e excelente.“Queremos
que haja critérios objetivos e que o excelente seja absolutamente
excecional nesse sistema de avaliação”, salientou Artur Lima.“O
chefe terá de dar uma avaliação justa a quem a merece e também não deve
haver nenhum problema, quando um funcionário não desempenha as suas
funções, ter inadequado”, acrescentou.Segundo
o vice-presidente, o sistema deverá ser “mais rápido”, mas também “mais
objetivo” e com maior responsabilização dos cargos de chefia.“Não
dispensa o dirigente ter contacto com os funcionários, saber o que
fazem, acompanhar a sua evolução diária, a sua produtividade, há uma
responsabilização em cadeia. Deve começar da chefia para o funcionário”,
apontou.O Conselho do Governo aprovou
também uma proposta de decreto legislativo regional que aprova o regime
jurídico da avaliação de impacte do licenciamento ambiental.Segundo
Artur Lima, a iniciativa visa harmonizar a legislação que existia nos
Açores, aprovada em 2010, com a legislação entretanto atualizada a nível
nacional e europeu.“Vem facilitar, harmonizar e tornar menos restritivo o licenciamento de impacto ambiental”, adiantou.O
governante assegurou que a nova legislação mantém como objetivo a
sustentabilidade, mas disse que há regras que eram aplicadas há 14 anos
“que agora não faz sentido serem aplicadas”.Outra
das decisões do Conselho do Governo foi o reforço em dois milhões e 175
mil euros da comparticipação financeira no contrato-programa para as
obras no Porto das Pipas, em Angra do Heroísmo.A
intervenção, que passa a contar com um montante total superior a 9,8
milhões de euros, prevê a requalificação da gare de passageiros.“O
objetivo é de facto aumentar o investimento para a gare de passageiros,
para a rampa ro-ro [roll-on/roll-off], mas também reorganizar aquele
espaço, que realmente neste momento é um bocadinho caótico, para que os
passageiros e os utilizadores do Porto das Pipas possam circular com
segurança”, explicou o vice-presidente do Governo Regional.Questionado sobre o reforço superior a dois milhões de euros, Artur Lima disse que resulta do aumento de preços.A
infraestrutura foi alvo de obras de requalificação, iniciadas pelo
último governo do PS, que passaram pelo aumento do cais, pelo
prolongamento do manto de proteção ao muro de cortina existente e pela
construção de uma rampa ro-ro, no entanto, não foi construída uma gare
de passageiros.