Governo dos Açores procura “soluções minimizadoras” dos danos da saída da Ryanair
Hoje 09:57
— Lusa/AO Online
A
companhia aérea de baixo custo Ryanair abandonou a operação nos Açores a
29 de março devido às “elevadas taxas aeroportuárias” e à “inação” do
Governo português.Questionado pela
agência Lusa, na Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, à margem da
sessão de encerramento do Encontro dos Conselhos Económicos e Sociais -
50 anos da Autonomia dos Açores, o presidente do executivo açoriano
referiu que não tem “uma varinha mágica” para colmatar a saída da
companhia aérea de baixo custo da região.“Não
se trata de uma solução administrativa do Governo [Regional]. E,
portanto, não gosto de dizer que está fácil, o que está difícil. Esta é
uma situação difícil, é uma dificuldade, é penosa”, acrescentou.E
prosseguiu: “Vamos tudo fazer para que o mercado se adapte e que a
gente vá fazendo os nossos esforços para garantir que haja reforço, de
acordo com as possibilidades, que também a oferta atual que possa
assumir e, no caso concreto, as duas companhias de bandeira [que voam
para os Açores, a SATA e a TAP]”.No
entanto, Boleiro salientou que “esta não é uma solução que o Governo
[Regional] tenha na carteira, nem sequer é uma responsabilidade do
Governo ter por decreto uma solução”.“É,
sim, uma responsabilidade que eu assumo de fazermos, empenhados, a
pressão para que haja e se encontrem soluções minimizadoras dos danos
que a diminuição da oferta, no caso de ligação entre o continente e os
Açores, ocorreu com a saída da Ryanair”, garantiu.Um
mês depois de a Ryanair ter deixado de voar para o arquipélago, o chefe
do executivo açoriano de coligação também lembrou que “já houve uma
diminuição de intervenção da Ryanair em anos anteriores e as coisas
foram sendo adaptadas”.“Eu já tive a
oportunidade de tornar público que para este verão IATA (sigla em inglês
da Associação Internacional de Transporte Aéreo), nós vamos ter cerca
de 16 companhias aéreas a fazer ligação para os Açores, coisa que não
existia dantes. É o recorde de companhias aéreas a terem acesso aos
Açores”, observou, embora admitindo que a ligação entre o continente
português e os Açores não é efetuada o mesmo nível.