Governo dos Açores nega acusações de empresas turísticas sobre ilegalidades
Hoje 15:31
— Lusa/AO Online
Numa
reação às declarações da AREAT, o Governo Regional refere que “o
resultado da atuação das entidades inspetivas contradiz as alegações de
que 50% do setor opera à margem da lei, demonstrando, pelo contrário, um
acompanhamento periódico do mercado”.“Com
efeito, são realizadas ações anuais de fiscalização para detetar
atividades ilícitas e garantir o cumprimento das obrigações legais por
parte dos operadores licenciados”, acrescenta, numa nota de imprensa.Na terça-feira, a AREAT indicou que cerca de 50% da atividade turística em algumas ilhas dos Açores opera "na ilegalidade”.Numa
carta aberta ao presidente do Governo dos Açores, à secretária regional
do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, à diretora regional do
Turismo e Infraestruturas e aos presidentes das câmaras municipais, a
associação lamentou o exercício de “animação turística ilegal e a
impunidade de quem não cumpre com licenças, seguros e obrigações
fiscais”.Na sua nota de hoje, o executivo
refere que em 2019 existiam cerca de 270 empresas de animação turística
licenciadas e atualmente a região conta com 410 no setor. Deste
universo, 38 encontram-se em processo de revalidação das apólices de
seguros obrigatórios.No âmbito do Plano de
Atividades para 2025, a Inspeção Regional do Turismo realizou 71 ações
de fiscalização a empresas de animação turística licenciadas e em 48%
dos casos “verificou-se conformidade total com o cumprimento da
legislação em vigor em matéria turística”.“Nas restantes 37 ações, as irregularidades detetadas foram essencialmente de natureza administrativa”, é descrito.No
domínio do combate da atividade ilegal, foram efetuadas 77 ações para
deteção de empresas ou profissionais de turismo não registados e “não
foram identificadas empresas ou profissionais a operar ilegalmente”.Ao
nível da atividade marítimo-turística, foram recebidas sete denúncias,
apreciadas e sujeitas a diligências complementares em cooperação com
outras entidades fiscalizadoras. Verificou-se,
neste caso, que “30% eram infundadas e nas restantes situações não foi
possível confirmar os factos denunciados”, nomeadamente no que concerne à
atividade de Big Game Fishing. O Governo
Regional refere que em 2025 a atividade inspetiva direta às atividades
marítimo-turísticas se intensificou, “realizando-se 21 inspeções, sem
que tenham sido detetadas infrações de natureza contraordenacional”.“O
número de empresas marítimo-turísticas em 2019 era de 174 e em 2025 de
239, o que vem ressalvar o facto de cada vez mais empresas se registarem
e operarem em cumprimento da legislação em vigor”, avança.Foi
também implementado no ano passado um plano extraordinário de ação de
fiscalização abrangendo os 132 profissionais de informação turística
registados no arquipélago: “Das 45 ações realizadas em locais de elevado
interesse turístico e áreas protegidas, em 44 não se registou qualquer
infração.”“Todas as denúncias recebidas
pelos serviços inspetivos são rigorosamente analisadas e tratadas. No
entanto, sublinha-se que uma parte das queixas apresentadas reflete o
desconhecimento das normas legais vigentes para o exercício de certas
profissões ou atividades, resultando no arquivamento de processos por
ausência de fundamento ou impossibilidade de comprovação de factos
ilícitos”, esclarece o executivo PSD/CDS-PP/PPM.