Governo dos Açores mantém decisão de não negociar com os professores
4 de jul. de 2018, 07:49
— Lusa/AO Online
Avelino Menezes
foi confrontado com uma manifestação de várias dezenas de professores
que o assobiaram à entrada da Escola Básica e Integrada dos Arrifes, no
concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, onde foi assistir à
apresentação do projeto base das novas instalações daquele
estabelecimento de ensino.O
titular da pasta da Educação recordou que, em novembro de 2017, o
Governo dos Açores assumiu perante os dois sindicatos representativos da
classe na região que “seria aplicada a solução que viesse a ser
encontrada a nível nacional”, na sequência das negociações entre o
Governo da República e as forças sindicais.O
secretário regional adiantou esta opção resulta do facto de o executivo
açoriano estar “convictamente convencido que essa é uma boa garantia,
das melhores de que os professores dos Açores ficarão numa posição de
privilégio em relação aos colegas do continente” porque na região já se
assistiu à recuperação de “mais de dois anos” de tempo de serviço entre
2015 e 2017.Além disso, o responsável considerou que o estatuto de carreira docente nos Açores “é, de facto, o mais favorável do país”.Joaquim
Machado, porta-voz dos professores, após a reunião com Avelino Menezes,
informou os colegas concentrados junto à escola que o Governo dos
Açores mantém a sua posição “com a agravante de não participar nas
negociações” que se venham a realizar entre o Ministério da Educação e
sindicatos.O
professor frisou que a região “tem competência para decidir sobre a
matéria, como está fazer a Região Autónoma da Madeira”, tendo
aconselhado os colegas a “continuar na luta”.Junto
à escola os professores gritaram palavras de ordem como “queremos o que
é nosso” e a reivindicarem uma solução diferente da nacional, enquanto
ostentavam vários cartazes de protesto e exibiam um caixão para a
autonomia dos Açores.Esta
foi a primeira vez que o responsável pela pasta da Educação reuniu com
representantes dos docentes dos Açores desde o início da greve e sem ser
formalmente com os sindicatos representativos da classe na região.