Governo dos Açores mantém apoio de 2 ME às juntas de freguesia
Covid-19
2 de jun. de 2020, 15:18
— Lusa/AO Online
"Daquele que é também o nível de
colaboração do Governo dos Açores com todas as juntas de freguesia, no
caso concreto da Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas,
aproveitamos a oportunidade para dizer que se mantém [o apoio]", disse
Ana Cunha aos jornalistas, no final de uma reunião realizada em Ponta
Delgada com a delegação regional da Associação Nacional de Freguesias
(Anafre). A governante disse que a
secretaria que tutela tem uma "relação muito próxima" com as freguesias,
referindo que o valor de dois milhões de euros será concretizado
através de protocolos ou de "intervenções diretas". O
apoio irá manter-se, prosseguiu a governante, "seja através da
realização de protocolos, quer através de intervenções diretas que são
sempre feitas em coordenação" com as juntas, destacou. Ana
Cunha agradeceu "toda a colaboração" prestada pelas entidades ao longo
da situação de pandemia, dando o exemplo das máscaras sociais fornecidas
pelo executivo regional, mas distribuídas pelas juntas de freguesia. A
secretária dos Transportes e Obras Públicas disse que a reunião serviu
para o Governo dos Açores "perceber o papel das juntas de freguesia na
situação" atual de desconfinamento."Estivemos
a perceber o que é que estão a fazer nas suas freguesias. O apoio
social que têm dado e o apoio dado às famílias na distribuição de
material escolar. Estivemos a ouvir a preocupação trazida pela Anafre,
mas que é transversal a todas as freguesias, da manutenção do nível de
emprego", referiu. Ana Cunha assinalou também que o executivo açoriano irá manter o plano de obras públicas, apesar da pandemia. "A
nossa pretensão é manter exatamente os seus precisos termos, o
cronograma de execução financeira e o cronograma de execução física",
salientou.O presidente da Anafre nos
Açores mostrou "disponibilidade" para colaborar com Governo Regional e
considerou satisfatória a verba de dois milhões para as freguesias. "No
que toca a dinheiro, é sempre pouco. Quando é pouco, temos de aceitar
aquilo que é possível que seja distribuído. Satisfaz-nos, não
plenamente, mas temos de ter em consideração e atenção o período difícil
que estamos a atravessar", assinalou Jaime Rita.