Governo dos Açores lançou mais de uma centena de concursos de emprego em 15 dias
11 de nov. de 2020, 08:00
— Lusa/AO Online
De acordo com a
listagem de ofertas de emprego disponível na página da BEPA - Bolsa de
Emprego Público dos Açores, consultada pela agência Lusa, só nas duas
últimas semanas, foram publicados mais de 100 concursos, a maioria deles
por tempo indeterminado, para a contratação de assistentes técnicos e
operacionais, professores, técnicos superiores, técnicos de informática,
inspetores, enfermeiros e terapeutas da fala, em toda a região.Contactado
pela Lusa, o diretor regional da Organização e Administração Pública
(DROAP), Vítor Santos, disse que "até ao período das eleições, tinham
sido abertos 105 procedimentos concursais", acrescentando que, depois
disso abriram outros 157 concursos, que correspondem, no total, a 262
postos de trabalho.Confrontado com este
acumular de ofertas, que coincide com a transição entre o governo do PS,
que gere os destinos da região há 24 anos, e a tomada de posse de um
novo governo de coligação PSD/CDS/PPM, Vítor Santos justificou esta
situação com os atrasos provocados pela covid-19 no lançamento de
concursos no início da pandemia."A
diferença de pormenor, perfeitamente justificada este ano, por ter
havido uma incidência de concursos nos últimos meses do ano, tem a ver
com algum atraso decorrente do funcionamento dos júris, na primeira fase
da pandemia", declarou o responsável, recordando que, naqueles meses,
muitos funcionários públicos estavam em teletrabalho e, como tal, não
podiam formar júri para apreciar os concursos.Apesar
disso, Vítor Santos garante que o número global de contratos lançados
em 2020 "é igual ao dos anos anteriores" e resulta de um processo de
"opção legítima de recursos humanos" por parte da Administração Pública
Regional, "naturalmente enquadrado no quadro legal vigente" e, como tal,
entende que "não há nada de extraordinário nesse recrutamento".O
responsável pela DROAP lembra também que muitos dos concursos agora
lançados terão de ser apreciados, já após a tomada de posse do novo
Governo, liderado por José Manuel Bolieiro, recusando, por isso,
qualquer aproveitamento político que alguém pretenda fazer desta
situação."A maioria dos concursos abertos
agora, vão decorrer sobre a tutela do novo governo, portanto, falta de
legalidade ou de transparência, não me parece que encaixem aqui", frisou
Vitor Santos.