Governo dos Açores lança em 2020 campanha de promoção de produtos lácteos
20 de nov. de 2019, 14:41
— Susete Rodrigues/AO Online
“Vamos lançar, no
início de 2020, uma campanha publicitária de âmbito nacional, que torne
os produtos lácteos açorianos mais conhecidos pela sua qualidade,
apostando numa comunicação eficaz e direta junto dos consumidores do
território continental, para onde exportamos, maioritariamente, os
nossos laticínios”, afirmou Vasco Cordeiro.O presidente do Governo Regional falava, na Praia da Vitória, na sessão de abertura do XII Congresso da Agricultura dos Açores.Realçando
o “percurso absolutamente notável que a agricultura dos Açores fez nas
últimas décadas”, Vasco Cordeiro admitiu que ainda existem desafios a
vencer. “Desafios que, em alguns casos,
resultam da nova realidade que construímos e, noutro, porque – importa
também reconhecê-lo – houve soluções que não resultaram da maneira como
nós gostaríamos que tivessem resultado”, frisou.O
chefe do executivo açoriano apontou a notoriedade dos produtos
açorianos como um dos desafios atuais do setor, mas também a
sustentabilidade e a aliança entre a produção e a investigação.“É
fundamental alicerçar melhor, e de forma mais eficaz, essa parceria
entre as diversas entidades que podem contribuir para a inovação e para o
desenvolvimento do nosso setor agrícola. Há um caminho imenso que pode
ser trilhado, mas há que vencer a perspetiva que não valoriza ou
reconhece que esse caminho é condição de sobrevivência do setor
agrícola”, salientou.Em matéria de
sustentabilidade, Vasco Cordeiro defendeu que os Açores têm condições
para “entrar neste debate e assumir plenamente as suas mais-valias nessa
discussão”.“É fundamental que, sem
prejuízo da seriedade da abordagem a este assunto, não se caia na
tentação de assumir dores alheias”, frisou, alegando que “os produtores
açorianos já há muitos anos têm práticas produtivas respeitadoras e
valorizadoras do ambiente e do bem-estar animal”. Nesse
sentido, considerou necessário prosseguir com o “bom trabalho” que tem
sido feito, mas também “aprofundar esse trabalho, fundamentá-lo técnica e
cientificamente e, sobretudo, rentabilizá-lo num mundo que está cada
vez mais desperto e valorizador desses aspetos”. Para
o presidente do Governo Regional, é fora da pastagem que há uma “margem
de progressão mais ampla”, por exemplo, com a melhoria da performance
energética das indústrias de laticínios.“A
questão não está, em bom rigor, no que a lei permite ou não permite, a
questão não pode estar apenas no que os fundos comunitários financiam ou
deixam de financiar, mas tem de estar, esta é a minha perspetiva, na
construção de novos e atuais argumentos que vão ao encontro das
necessidades e sensibilidades do mercado e, parte essencial, na
transformação desses argumentos em ativos valorizadores de produtos,
preços e rendimentos de toda a cadeia”, sustentou.Os Açores produzem cerca de 50% do queijo e perto de 35% do leite produzidos em Portugal. Em
2018, o volume de negócios da indústria de laticínios totalizou cerca
de 310 milhões de euros e só a faturação do leite atingiu perto de 180
milhões de euros (mais 7,2% do que em 2017).