Governo dos Açores justifica redução orçamental para o Ambiente com PRR
6 de nov. de 2025, 19:26
— Lusa
“A justificação é
sobretudo a opção estratégica de concentrar esforços no Plano de
Recuperação e Resiliência”, declarou o secretário regional do Ambiente e
Ação Climática, Alonso Miguel, numa audição na comissão de Assuntos
Parlamentares, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia
Legislativa, a propósito da proposta do Governo Regional dos Açores
(PSD/CDS-PP/PPM) de Plano e Orçamento de 2026.Segundo
Alonso Miguel, o plano de investimentos é de 30 milhões de euros, sendo
que 14,2 milhões são destinados à execução de políticas ambientais,
três milhões para obras públicas e 12,5 milhões para a proteção civil.Salientando
que “não se pode desperdiçar” as verbas do PRR por ser uma situação
“única e irrepetível”, Alonso Miguel admitiu que “nenhum secretário
gostava de ver as verbas reduzidas”.Contudo,
acrescentou, tem de existir “solidariedade interdepartamental” e a
redução orçamental não afetará “a capacidade operacional” e “não coloca
em causa qualquer um dos projetos”, podendo apenas “causar desfasamento
no tempo”. Questionado por uma deputada
socialista sobre a redução de verbas de 50% para o programa
Ecofreguesias, Alonso Miguel respondeu que o valor inscrito para 2026
(500 mil euros) é “igual ao valor máximo que algum dia o PS empregou
nesse projeto entre 2012 e 2020”, quando governava a região.“Em quatro anos [de governação da coligação PSD/CDS-PP/PPM] deu-se o que o PS não deu em oito anos”, salientou. Já
em resposta a um deputado centrista sobre a derrocada no acesso à Fajã
dos Cubres, na ilha de São Jorge, ocorrida em 09 de outubro, Alonso
Miguel explicou que não tem que estar inscrita nenhuma verba no Plano e
Orçamento, uma vez que se trata de uma estrada municipal, da
responsabilidade da Câmara Municipal da Calheta.De
qualquer forma, tendo em conta as “dimensões e capacidade de ação” do
município, haverá “colaboração do Governo dos Açores na resolução do
problema”, assegurou.“O Governo Regional
deve estar disponível para isso e colaborar nesse problema”, defendeu,
adiantando que será “encontrada uma solução” e “enquadramento
financeiro, talvez com fundos comunitários”, embora de momento ainda se
esteja a aguardar por um relatório do Laboratório Regional de Engenharia
Civil (LREC), pedido pela Câmara Municipal da Calheta.