Governo dos Açores investiu 60 milhões de euros na agricultura em 2025
Hoje 11:44
— Lusa/AO Online
Segundo o
secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, este
esforço financeiro “sem precedentes”, aliado à transferência de 16
milhões de euros do Orçamento do Estado para complemento ao programa
POSEI, “resultou em crescimentos agroprodutivos significativos,
reforçando as disponibilidades para a alimentação humana".De
2020 e 2025, a área dedicada à fruticultura subiu 40% e a da batata
170%, enquanto a quantidade de banana produzida aumentou 35%, é referido
em comunicado do Governo Regional dos Açores.De
acordo com o executivo açoriano, registaram-se ainda incrementos de 34%
na produção de ovos, 150% no mel e 160% no abate de ovinos, sendo que
no setor vitivinícola a região “ultrapassou as 60 marcas e as 100
referências comerciais, a par do aumento sustentado no abate de carne
bovina IGP e carne de ovino e caprino”.Na
alimentação animal, a área de milho “atingiu um novo recorde, com cerca
de 14,5 mil hectares, evidenciando uma progressiva menor dependência
das importações”.“Paralelamente, os
últimos dados relativos a 2024 indicam que as exportações de bens
alimentares atingiram o montante histórico de 433,2 milhões de euros. O
ano de 2025 fixou também o maior número de jovens instalados na
agricultura da última década”, adianta a nota de imprensa.Para
o secretário regional da Agricultura e Alimentação, “o investimento
público na agricultura teve um retorno muito positivo no aumento das
disponibilidades agroalimentares, o que assume um elemento fundamental
de segurança para todos os açorianos”.António
Ventura considera que estes resultados decorrem de uma “participação
colaborativa e simultaneamente reivindicativa da Federação Agrícola dos
Açores e dos agricultores que responderam ao investimento”.O
governante recordou que “desde 2021 que não se corta nos apoios, como
acontecia nos governos do PS, onde se anunciava um determinado valor
financeiro e se pagava, por vezes, menos 50% do valor anunciado”.“Trata-se de uma nova confiança para os agricultores”, frisou.