Governo dos Açores investe 30,6ME para administração pública dar “salto histórico”

4 de nov. de 2025, 13:06 — Lusa

“Graças ao Plano de Recuperação e Resiliência – Açores, e em particular à Componente 19, estamos a dar um salto histórico na modernização e digitalização da nossa administração pública”, afirmou o secretário das Finanças, Planeamento e Administração Pública.Duarte Freitas falava no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, na abertura do fórum Administração Publica Regional 2025.O secretário regional adiantou que estão a ser investidos 30,6 milhões de euros para “transformar estruturas, processos e atitudes”, como a “criação de 22 novas plataformas digitais e a melhoria de 12 já existentes”.O governante destacou ainda que a RIAC (Rede Integrada de Apoio ao Cidadão) Móvel já levou mais de 2.000 serviços aos cidadãos que não se conseguem deslocar a uma loja RIAC.Duarte Freitas realçou também a realização de 165 formações para 1.400 trabalhadores e a importância do Incuba.Açores, o Laboratório de Experimentação da Administração Pública Regional, que já envolveu mais de 7.700 pessoas.“O INCUBA terá, no próximo ano, instalações próprias em Angra do Heroísmo permitindo continuar a inovar, cocriar e ajudar os serviços públicos a modernizar-se. E o investimento em cibersegurança protege já 13.000 utilizadores do Governo Regional”, reforçou.Segundo disse, foram investidos 2 milhões de euros na Reforma das Finanças Públicas Regionais para a “renovação dos sistemas de gestão financeira”.O secretário regional considerou que o “próximo passo” na reforma do setor público passa pela “integração de sistemas”, “simplificação de processos” e “manutenção das pessoas no centro de cada decisão”.“Estamos a preparar o futuro com o Programa de Rejuvenescimento da Administração Pública Regional, que vai identificar o perfil para as novas competências e novas gerações. Estamos também a experimentar novas formas de trabalhar”, declarou.O número de funcionários na administração pública dos Açores aumentou para 20.035 em 2024, registando-se uma diminuição de vínculos precários, enquanto os cargos de nomeação no Governo Regional passaram de 37 para 89 em quatro anos, segundo foi revelado em março deste ano.