Governo dos Açores garante que haverá reforço de verbas para IPSS em 2021
5 de jan. de 2021, 11:29
— Lusa/AO Online
“Haverá de certeza um
reforço para estas instituições, por várias questões, mas sobretudo pela
questão da pandemia que ainda vai existir até maio, junho ou julho. Ela
vai sempre existir, mas ainda vão precisar de muita ajuda e de muita
colaboração na parte das EPIS [equipamento de proteção individual]”,
adiantou Artur Lima.O governante falava,
em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo, à margem de uma
visita à Irmandade de Nossa Senhora do Livramento, que acolhe 60
crianças e adolescentes de várias ilhas dos Açores.O
novo Governo Regional, da coligação PSD, CDS-PP e PPM, tomou posse no
dia 24 de novembro de 2020 e o Plano e Orçamento para 2021 só deverão
ser discutidos na Assembleia Legislativa da Região em março.Artur
Lima não se comprometeu com valores, mas disse que haverá um reforço
dos apoios existentes para a aquisição de equipamentos de proteção
individual, devido à pandemia de covid-19, e para “qualificar” os jovens
que passam pelas instituições, para que possam “ser inseridos no
mercado de trabalho”.“Temos esperança que
da União Europeia venha um reforço de verbas para estas instituições, um
reforço de verbas para o apoio à infância e um reforço de verbas para o
combate à pobreza”, acrescentou.Segundo o
vice-presidente, o novo executivo açoriano quer “uma colaboração muito
leal, muito franca e muito direta com estas instituições” e pretende
“descentralizar com responsabilidade”.“O
Governo não quer fazer, quer ajudar a fazer e ajudar a fazer é ajudar
estas instituições que estão no terreno, que lidam com os problemas no
dia a dia, que têm técnicos muito qualificados. E podemos apoiar quer a
nível financeiro, quer a nível técnico, para que possam ter recursos
humanos para isso”, salientou.Por sua vez,
o presidente da direção da instituição, João Avelar, disse ter ficado
satisfeito “com as perspetivas que foram criadas" na reunião.“Fiquei
muito satisfeito com esta reunião com o senhor vice-presidente, que, de
facto, abriu aqui portas e horizontes para que continuemos a ter cada
vez um melhor desenvolvimento destas instituições”, frisou.Atualmente,
a instituição acolhe 60 crianças e jovens, tendo capacidade para
receber até 70 com o atual corpo técnico e número de funcionários.Segundo
João Avelar, as adoções aumentaram na última década, mas, se houver
necessidade, a instituição pode reforçar as vagas existentes para
acolher crianças.“Se for preciso, e caso o Governo entenda, temos capacidade física para aumentar”, salientou.O
presidente da direção da Irmandade de Nossa Senhora do Livramento
apelou ainda a uma maior colaboração da sociedade com estas
instituições.“Nós não temos receitas
próprias. Dependemos efetivamente do que o Governo nos possa dar e não
só. Temos uma responsabilidade de mobilizar a sociedade para que a
sociedade possa perceber porque é que existem estas instituições”,
afirmou.