Governo dos Açores garante que há uma "redução substancial" nos avales concedidos
21 de jul. de 2020, 09:12
— Lusa/AO Online
"Há uma redução substancial no montante dos
avales concedidos, também tendo em conta a extinção da Saúdaçor, e por
via disso, os Açores tiveram, no final de 2019, menos 691,7 milhões de
avales concedidos, do que no ano de 2018, explicou à Lusa o
vice-presidente do executivo regional, Sérgio Ávila.Segundo
o governante, esta redução no montante de garantias bancárias resulta,
em grande parte, da extinção da Saúdaçor, uma sociedade anónima criada
pelo Governo para financiamento do setor da Saúde na região, que deixou
de fazer parte do setor público empresarial regional, no ano passado.Sérgio
Ávila ressalvou também que este tipo de garantias bancárias "não têm
qualquer impacto" nas contas públicas da Região, na medida em que
funcionam apenas como uma garantia suplementar que as empresas utilizam
junto da banca "para garantirem financiamentos com menor custo", gerando
assim uma "poupança efetiva" nas suas contas.De
acordo com a Conta da Região de 2019, agora divulgada, o Governo dos
Açores concedeu, o ano passado, 10 avales às empresas públicas da
região, num montante superior a 195 milhões de euros, e também concedeu
17 cartas de conforto, no valor de 65 milhões.Os
10 avales concedidos pelo executivo durante o ano passado tinham como
beneficiários o IROA - Instituto Regional de Ordenamento Agrário, a
Ilhas de Valor, a Saudaçor (entretanto extinta), a Azorina, a Portos dos
Açores e a Lotaçor.Quanto às 17 cartas de
conforto, num montante de 65,6 milhões de euros, destinaram-se à Sata
Air Açores, à fábrica de conservas de Santa Catarina, à Lotaçor, à
Atlânticoline, à Sinaga e ao Teatro Micaelense.