Governo dos Açores garante estar a trabalhar para colmatar saída da Ryanair
Hoje 15:13
— Lusa/AO Online
“Continuará a ser a
SATA e a TAP a complementar a falta de oferta da Ryanair, se se
confirmar a saída. Estamos a apostar nisso. Estamos a trabalhar junto da
SATA e da TAP para reforçar a sua operação. Estamos já a fazer
diligências com outras companhias num futuro mais a médio prazo porque,
obviamente, o verão já está em venda e o inverno já está preparado”,
adiantou a secretária do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas.Berta
Cabral falava à comunicação social em Ponta Delgada depois da
apresentação das novas regras do galardão Misotis Azores, que reconhece a
sustentabilidade dos alojamentos turísticos e que vai passar a seguir
critérios do Conselho Global de Turismo Sustentável ('Global Sustainable
Tourism Council').A secretária regional
lembrou que no setor “tudo é planeado com muita antecedência”, para
ressalvar que “só a partir, eventualmente, do verão de 2027” é que
poderá existir uma nova companhia a voar entre o continente e os Açores.“A
questão da Ryanair é apenas um fator que será colmatado com a duas
companhias que temos, com a SATA e a TAP, e com o trabalho que já
estamos a fazer junto de outras companhias que não são nacionais, mas
operam no mercado nacional e fazem voos domésticos”, reforçou.Em
janeiro, o presidente executivo da companhia aérea, em entrevista à
Lusa, disse que a Ryanair vai encerrar a base nos Açores no fim de
março, uma “decisão final” motivada pelas taxas aeroportuárias e pela
tributação ambiental europeia.Após a entrevista do presidente da
Ryanair, o líder do Governo dos Açores, José Manuel
Bolieiro, reconheceu a “valia” da companhia e disse que o executivo
espera que mantenha a operação na região.Berta Cabral admitiu que “não tem havido grandes conversações” entre o
Governo Regional e a Ryanair: “em termos de reuniões têm estado a
protelar e não tem havido grandes conversações”.Sobre
as preocupações manifestadas por associações, que têm pedido mais
planeamento no turismo e alertado para a quebra das dormidas nos últimos
meses, a secretária regional lembrou a “grande volatilidade do turismo”
em função de “pequenas perturbações”.“Crescemos
a dois dígitos durante anos consecutivamente porque é natural que assim
tenha sido, mas também sabíamos que o próprio turismo depois entra em
planalto e começa a entrar em fase de estabilização dos próprios
indicadores. É o que está a acontecer neste momento”, defendeu.