Governo dos Açores garante celeridade no fundo de compensação salarial dos pescadores
6 de mar. de 2019, 10:32
— Lusa/AO Online
O Fundo de
Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca (Fundopesca) da região
foi criado em 2002, com o objetivo de atribuir uma compensação salarial
aos pescadores dos Açores em determinadas situações que os impeçam de
exercer a sua atividade, como é o caso do mau tempo.Na
segunda-feira, o presidente do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, pediu
menos burocracias ligadas à ativação do Fundopesca, reclamando ainda
"mais rapidez" no pagamento da compensação salarial aos pescadores. "Os
pescadores não podem continuar a esperar tanto para receber o chamado
subsídio de mau tempo. Não é aceitável que estejam meses à espera de
receber o que é seu por direito", disse o social-democrata, após uma
reunião com pescadores de Rabo de Peixe, ilha de São Miguel,
acrescentando que o PSD vai propor uma alteração ao diploma para haver
"mais equidade e eficácia" na atribuição do Fundopesca.Numa
nota enviada às redações, a secretaria regional do Mar, Ciência e
Tecnologia sublinha que “o Fundopesca foi acionado duas vezes em 2018 em
todas as ilhas (a 12 de março e a 14 de dezembro) por estarem reunidas
as condições necessárias ao seu acionamento”.“Da
última vez que este fundo foi acionado, em dezembro do ano passado, foi
pago aos pescadores em menos de uma semana”, adianta a nota do Governo
dos Açores, sublinhando que a afirmação do presidente do PSD/Açores,
veiculada segunda-feira de que “os pescadores estiveram praticamente
dois anos sem receber” este apoio, “é totalmente falsa”. Em
2016, foi discutida na Assembleia Legislativa dos Açores a primeira
alteração ao decreto legislativo regional que regulamenta o Fundopesca,
documento que reuniu o consenso de todos os partidos com assento
parlamentar.“Este diploma descreve os
critérios que determinam o acionamento deste fundo, sendo que, não
obstante, o Governo dos Açores considera que sempre que se justifique
poderão ser introduzidas melhorias”, sublinha a nota, assinalando que
“uma das alterações permitiu reduzir o período de tempo entre a perda de
rendimento e o efetivo pagamento da compensação salarial, através de
uma pré-candidatura”.Este regulamento em
vigor, explica a mesma nota, "define também como necessária para a
atribuição do Fundopesca a apresentação de uma apólice de seguro
válida".Em 2011, o Executivo açoriano
criou o regime de apoio à segurança do trabalho a bordo das embarcações
da frota regional, para apoiar, anualmente, o armador em cerca de 200
euros por cada pescador na cobertura de seguros de acidentes de
trabalho. “A conjugação do novo critério
que requer a apresentação de seguro e o apoio concedido aos armadores
para segurar a tripulação levou a que o número de profissionais da pesca
não segurados tenha diminuído substancialmente nos últimos anos na
Região”, salienta a secretaria regional.De
acordo com o Governo açoriano, “em 2018, foram apresentados 821
requerimentos para este fundo, sendo que apenas 44 profissionais não
apresentavam o número mínimo de dias necessários para obter esta
compensação salarial, ou seja, cerca de 5%”.
Noticia corrigida às 12h19