Governo dos Açores espera que esforço na habitação seja reconhecido
PRR
25 de jun. de 2026, 15:51
— Lusa/AO Online
“Quando
há empreitadas concluídas ou em execução, quando existem centenas de
respostas a serem construídas e reabilitadas, o mínimo que se espera é o
reconhecimento de que está a ser feito um investimento histórico em
habitação nos Açores”, afirmou Maria João Carreiro, citada numa nota do
executivo regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM.Para
a governante, a desvalorização deste esforço “ignora o trabalho de
profissionais, entidades e empresas que, diariamente, estão empenhados
em fazer do PRR um investimento real, visível e transformador para as
famílias açorianas”.Maria João Carreiro,
que realizou uma visita de acompanhamento aos trabalhos
de execução da empreitada de construção de apartamentos no
empreendimento Trás-os-Mosteiros, no concelho da Ribeira Grande, na ilha
de São Miguel, defendeu a importância de “todos reconheceram” o esforço
que está a ser feito para que o investimento se traduza em respostas
concretas de habitação.Segundo a
secretária regional, o Governo dos Açores “continuará focado nos
resultados e a criar condições para que mais açorianos possam encontrar
uma solução habitacional adequada, incluindo nos terrenos adquiridos há
décadas pela região, mas nunca infraestruturados, ou, ainda, nos
empreendimentos e estruturas de betão votadas ao abandono pelos Governos
do PS/Açores”.Como exemplo, referiu o
caso do empreendimento Trás-os-Mosteiros, onde estão em fase final de
construção 52 novos apartamentos, num investimento superior a 7 milhões
de euros, através de fundos regionais e comunitários.Também
apontou o empreendimento dos Foros do Sol Mar, no concelho de Vila
Franca do Campo, onde também estão em fase final de conclusão 23 novos
apartamentos, num investimento superior a 2,1 milhões de euros.Outro
caso respeita ao loteamento de Nossa Senhora do Rosário, na vila das
Capelas, concelho de Ponta Delgada, onde está a decorrer a empreitada de
infraestruturação de 36 lotes para cedência e construção de habitação,
num investimento superior a 2,2 milhões de euros.“O
maior resultado do PRR habitação não são apenas as casas e lotes que
estamos a construir, mas as vidas que estão a ser transformadas. Cada
reabilitação, nova habitação ou lote entregue representa mais
estabilidade, mais segurança e mais qualidade de vida para as famílias”,
vincou Maria João Carreiro.Na nota, é
recordado que, só este ano, o Governo Regional abriu concurso púbico
para a atribuição de mais de 270 novas respostas habitacionais
(apartamentos e lotes infraestruturados) onde se incluem 144 lotes
infraestruturados nas ilhas de São Miguel, Flores, São Jorge e Santa
Maria e 92 habitações do Bairro Nascer do Sol, na ilha Terceira.O
executivo também criou instrumentos legais para que as novas respostas
habitacionais possam chegar às famílias a preços compatíveis com os seus
rendimentos, como o regime de arrendamento com opção de compra, através
do qual os arrendatários podem exercer a opção de compra decorrido um
ano da assinatura do contrato de arrendamento.O
Governo Regional reviu, ainda, os apoios à autoconstrução e criou uma
comparticipação financeira, a fundo perdido, até cinco mil euros, para a
aquisição de projetos de arquitetura e especialidades para a construção
de habitação em lote cedido pela região ou em lote privado.“Este
Governo [Regional] fez uma opção clara e está a ser consequente, na
medida em que está a implementar uma nova política de habitação justa,
inclusiva e adequada não só às graves carências habitacionais, mas
também aos grupos sociais, como a classe média e os jovens, aos quais
são exigidos hoje esforços financeiros acrescidos no acesso à
habitação”, concluiu Maria João Carreiro.