Governo dos Açores esclarece que financiamento às IPSS já reflete custos fixos
11 de jan. de 2019, 12:19
— Lusa/AO Online
Em nota enviada às
redações após declarações de quinta-feira do líder do PSD/Açores,
Alexandre Gaudêncio, a Secretaria Regional da Solidariedade Social
esclarece que “os valores pagos pelo Governo dos Açores, através do ISSA
– Instituto da Segurança Social dos Açores, relativos à resposta social
de Estrutura Residencial para Idosos (ERPI), vulgarmente designada como
‘Lar de Idosos’, foram calculados de forma a cobrir os custos, quer
fixos, quer variáveis, inerentes à prestação deste serviço com padrões
adequados de qualidade”.O
montante atribuído às IPSS prevê “uma discriminação positiva resultante
da atribuição de um acréscimo no montante pago por utente
(valor-padrão)” em função da dimensão das estruturas e do grau de
dependência dos idosos, revelando que, “em 2018, o valor padrão da ERPI
variou entre 890,91 euros e 1078 euros” e que o financiamento às IPSS e
Misericórdias da região “aumentou 32% entre 2013 e 2018, passando de
cerca de 6,9 milhões de euros para 9,13 milhões de euros”, explica a
nota.Este
aumento do financiamento assegurado pela Segurança Social resulta “da
subida progressiva do valor padrão” e “do alargamento do número de vagas
disponibilizadas aos cidadãos e comparticipadas pela Segurança Social”.O
esclarecimento do executivo açoriano surge no seguimento das
declarações do líder do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, que, na
quinta-feira, em visita ao Lar de Idosos Augusto César Ferreira Cabido,
afirmou que o “valor padrão devia ser revisto, no sentido de ter em
conta outras despesas, como as despesas fixas”, tendo, também, notado
“uma clara falta de resposta, ainda, na ilha de São Miguel e,
transversalmente, em toda a região”.“Na
anterior e atual legislatura foram já investidos mais de 28 milhões de
euros em estruturas de apoio a idosos”, refere a tutela, sublinhando um
“reforço sistemático do número de camas na ilha de São Miguel, quer
através de novas estruturas, quer através da requalificação e adaptação
das existentes, designadamente o aumento, no ano passado, de 30 vagas
nos lares de idosos na instituição visitada, assim como o investimento
em curso com vista à criação de 30 novas vagas no Lar da Casa do Povo
dos Arrifes”.O
executivo socialista considera que “importa que a abordagem a esta
questão, tão relevante para os idosos e suas famílias, assim como para
todos os que contribuem com os seus impostos, pois falamos de dinheiro
do erário público, seja pautada por mais conhecimento e rigor,
nomeadamente quanto aos valores de financiamento público envolvido, o
que não se verificou nas declarações proferidas pelo atual líder do
PSD/Açores”.