Governo dos Açores empenhado em acelerar fundos para a indústria conserveira
26 de jan. de 2023, 16:29
— Lusa
José Manuel
Bolieiro referiu que há sempre atrasos na transferência de fundos
comunitários no âmbito da transição dos quadros financeiros plurianuais,
o que “cria dificuldades de tesouraria” às empresas, no caso específico
da indústria conserveira através do POSEI - Programa de Opções
Específicas para fazer face ao Afastamento e Insularidade. A indústria conserveira beneficia de cerca de dois milhões de apoios anualmente no âmbito do POSEI.O
líder do executivo regional (PSD/CDS-PP/PPM) recebeu hoje, na
residência oficial da presidência do Governo dos Açores, em Ponta
Delgada, a Pão-do-mar - Associação De Conserveiros de Peixe dos Açores,
salientando no final do encontro que “o diálogo foi produtivo no sentido
não só de identificar prioridades, dificuldades e janelas de
oportunidade e soluções possíveis”.Ainda
segundo o governante, para além dos atrasos entre quadros comunitários
de apoio, da pandemia de covid-19 e da guerra na Ucrânia, no caso
português ocorreram eleições antecipadas, o que faz com que o programa
operacional PT 2030 “esteja mais atrasado e penalize” as empresas.“Fica
aqui o meu manifesto empenho que, aliás, já tem sido manifestado na
relação com o Governo da República e deste com as instituições
comunitárias, para podermos acelerar este processo”, afirmou o chefe do
executivo açoriano, recordando que o acordo de parceria “foi
recentemente assinado”. O presidente da
Associação de Conserveiros de Peixe dos Açores, Telmo Magalhães, também
em declarações aos jornalistas, defendeu o acesso da indústria
conserveira ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), bem como a
necessidade de acelerar as verbas do POSEI para o setor. Telmo
Magalhães salientou ainda que os apoios do POSEI são “fundamentais para
a indústria conserveira”, manifestando preocupação com o incremento dos
custos da energia para a indústria que vai ocorrer com a revisão para o
primeiro trimestre de 2023, imposta pela ERSE- Entidade Reguladora dos
Serviços Energéticos.O dirigente defendeu
igualmente a necessidade de acesso aos fundos comunitários que “permitam
alavancar as indústrias e realizar a transição energética e a
descarbonização”. O responsável pela
Pão-do-mar alertou também que o setor está “muito expostos às
matérias-primas e transportes”, situação que “se adensa na região devido
aos sobrecustos da insularidade”.