Região efetuou 554 avaliações em 838 quilómetros de ribeiras
14 de out. de 2019, 17:07
— Lusa/AO online
"Em
2018/19, foram efetuadas 554 avaliações, sendo 263 relatórios referentes
a áreas novas e 291 relatórios de ponto da situação de avaliações
relatadas em anos anteriores, incidindo sobre 206 bacias hidrográficas.
Os trabalhos do último ano abrangeram 838 quilómetros de linha de água,
mais 211 quilómetros do que no ano anterior", avançou secretária
regional da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro, durante a
apresentação do Relatório do Estado das Ribeiras dos Açores referente a
2019 (RERA), que decorreu hoje em Ponta Delgada.O
RERA é o instrumento que assegura a "monitorização regular do estado
geral das linhas de água" nos Açores, tendo sido elaborado "com base em
dados de campo recolhidos em campanhas regulares de monitorização da
rede hidrográfica em todas as ilhas". A partir de hoje, o documento está
disponível na íntegra no portal ‘online’ do Governo dos Açores.Entre
setembro de 2018 e setembro de 2019, foram registadas 671 ocorrências
nas ribeiras da região, a maioria devido a "obstruções"."À
semelhança dos anos anteriores, a maioria das ocorrências identificadas
em 2019 corresponde a assoreamentos e obstruções, situações muitas
vezes decorrentes do normal desenvolvimento vegetal e da dinâmica
fluvial, nomeadamente do transporte de caudais sólidos e que exigem
manutenção regular", assinalou.Marta
Guerreiro também frisou que o "aspeto menos positivo" do último ano se
prende com as "inundações registadas na ilha Terceira, em resultado de
vários episódios de precipitação intensa".Sobre
estas situações, o diretor regional do Ambiente, Hernâni Jorge, a quem
coube a apresentação do RERA, destacou que a ilha "tem um grave
problema" de ordenamento do território."A
ilha Terceira tem um grave problema de ocupação e ordenamento do
território. Tem uma rede hidrográfica preenchida por edificações,
caminhos, por acessos a propriedades e há um conjunto de infraestruturas
e de equipamentos que surgiram ao longo de décadas de ausência de
planeamento", destacou, apontando que a direção que lidera já tem vários
"processos em curso" para "atenuar impactos desta má ocupação do
território".O diretor regional considerou
que a zona oeste da Terceira, com as freguesias de Santa Bárbara, São
Bartolomeu e Cinco Ribeiras, juntamente com a freguesia de São Caetano,
no Pico, são as "zonas mais críticas" dos Açores.Hernâni
Jorge destacou que o Governo está a fazer um "grande investimento em
zonas críticas" e assegurou que os serviços vão continuar a ser
"rigorosos naquilo que é a aplicação de boas regras de ordenamento" do
território.