Governo dos Açores e sindicato divergem sobre números de greve de técnicos de diagnóstico
10 de set. de 2020, 13:37
— Lusa/AO Online
Carla
Silva, dirigente na região do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores
de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), referiu à agência Lusa que a
paralisação está a ter uma adesão a rondar “os 80%, sobretudo nos
hospitais”, e que “há serviços completamente parados e a funcionarem só
com serviços mínimos”.“A adesão é muito
boa, porque os colegas estão indignados com o que aconteceu na
Assembleia Legislativa Regional, já que a secretária regional da Saúde e
os deputados do PS que suportam o governo ainda ontem [quarta-feira]
continuaram a afirmar que as negociações não estão encerradas, mas os
sindicatos não têm nenhuma reunião marcada”, sustentou a dirigente
sindical.Esta é a segunda paralisação nos
últimos meses destes profissionais, que em julho já tinham realizado uma
greve e protestos em várias ilhas.A greve
de dois dias, que hoje termina, foi convocada por uma frente sindical
composta por quatro sindicatos: o STSS, o Sindicato dos Técnicos
Superiores de Diagnóstico e Terapêutica, o Sindicato de Fisioterapeutas e
o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública."Os
profissionais sentem-se injustiçados com a falta de respeito do Governo
Regional dos Açores", do PS, "na negociação das suas carreiras, face ao
que foi negociado com outras carreiras da saúde na região”, alega o
STSS.Na quarta-feira a paralisação ficou
marcada também por uma ação de protesto em frente à Assembleia
Legislativa Regional, na Horta, na ilha do Faial. “Temos
sido empurrados para uma greve”, frisou Carla Silva, em declarações
hoje à Lusa, admitindo "novas ações de luta" destes profissionais nos
Açores, onde estão contabilizados 384 técnicos na administração pública
regional.Os profissionais exigem a
aplicação imediata da revisão da carreira, transições justas para os
TSDT nas três categorias da carreira e uma grelha salarial equiparada a
outras carreiras da administração pública, com o mesmo nível
habilitacional e profissional.Reivindicam
ainda que "todo o tempo de serviço e a avaliação de desempenho anterior
ao processo de transição para a carreira especial dos TSDT releve para
efeitos de progressão e alteração de posição remuneratória o correto
descongelamento de todos TSDT efetuado na nova tabela salarial,
independentemente do vínculo laboral". "Está
ainda em cima da mesa a aplicação integral do Acordo Coletivo de
Trabalho publicado no Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores" de
11 de janeiro de 2019, segundo o sindicato.Recentemente,
a secretária regional da Saúde anunciou que estes profissionais iriam
receber valorizações salariais este mês e referiu estar disponível para,
em conformidade com a lei e em “diálogo permanente” com os sindicatos,
fazer “os ajustes necessários”.