Governo dos Açores e Federação Agrícola não abdicam de reforço de ajudas de Bruxelas
15 de set. de 2020, 10:39
— Lusa/AO Online
“Aquilo que se reclama é que, para o POSEI -
Programa de Opções Específicas para fazer face ao Afastamento e à
Insularidade, haja um reforço na mesma dimensão do que vai acontecer
para as ajudas do primeiro pilar da PAC, que foi avançado pela Comissão
Europeia (CE) que será de 4,4%”, declarou o secretário regional da
Agricultura e Florestas, João Ponte.O
titular da pasta da Agricultura esteve reunido com o presidente da
Federação Agrícola dos Açores (FAA), Jorge Rita, para passar em revista
temas pendentes entre ambas as partes sobre as necessidades do setor nos
Açores e os apoios regionais e comunitários disponíveis.João
Ponte afirmou que os elementos disponíveis na mesa das negociações com
Bruxelas “não garantem este aumento” nas ajudas do primeiro pilar, que
são os pagamentos diretos aos agricultores, assumidos nos Açores por via
do POSEI, havendo que “trabalhar para anular a proposta inicial da CE”,
que aponta para uma redução de verbas de 3,9%, e “ir mais além”.
O POSEI representa anualmente cerca de 70 milhões de verbas oriundas da União Europeia para o setor agrícola nos Açores.
O
governante referiu ainda a necessidade imperiosa de assegurar que a taxa
de cofinanciamento do PRORURAL+, se mantenha nos 85% no âmbito dos
projetos a apoiar para o setor.João Ponte
adiantou que vai ser lançado um novo aviso para os agricultores que
queiram reconverter as suas explorações da atividade leiteira para a
carne, uma vez que ainda existem quotas disponíveis, tendo sido assumido
junto da FAA a antecipação das ajudas das quotas de leite para os
produtores, em 2021.Aos jornalistas, o
líder da FAA, Jorge Rita, congratulou-se com o novo aviso para os
agricultores que queiram reconverter as suas explorações da atividade
leiteira para a carne, bem como a antecipação das ajudas, em 2021.Jorge
Rita considerou relevante um outro aviso que vai ser aberto para
promover a reforma antecipada dos agricultores, que irá permitir a
entrada de jovens agricultores no setor, que ficarão com as explorações
dos pais, mediante incentivos.O dirigente
associativo defendeu ainda a necessidade de “harmonizar o preço do
gasóleo agrícola”, em todas as ilhas e para todos os agricultores, cujas
candidaturas serão abertas em outubro, já no próximo ano.Jorge
Rita entende, no quadro dos apoios comunitários, que é necessário
estarem “muito atentos” no âmbito do POSEI, porque “nem tudo está
salvaguardado. Defendeu também a
necessidade de manter a taxa de comparticipação do PRORURAL + em 85%,
salvaguardando o dirigente que o Parlamento Europeu “concorda com as
revindicações” do setor nos Açores.