Governo dos Açores diz que projeto de obras em escola de Angra do Heroísmo foi elaborado pelo PS
Hoje 16:45
— Lusa/AO Online
“A
empreitada em causa configura apenas uma primeira fase, pois o estado
de degradação da escola requer uma intervenção muito superior ao
previsto no projeto”, adiantou a Secretaria Regional do Turismo,
Mobilidade e Infraestruturas, do executivo da coligação,
em comunicado de imprensa.A posição da
tutela surge em reação a um comunicado do deputado da Iniciativa
Liberal, Pedro Ferreira, que acusou o Governo Regional de ter aceitado a
obra, sem que a mesma tivesse “o mínimo de condições”.“Foram
quase 2,3 milhões de euros de um concurso público feito com um caderno
de encargos sem analisar as verdadeiras necessidades da escola, com uma
obra que parte significativa já está dada como pronta e entregue à
região, onde parapeitos novos já caíram, [e] onde não há fios de terra
passados no âmbito da eletricidade da escola”, apontou o deputado
liberal.Na resposta, a Secretaria Regional
do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, responsável pela obra, alegou
que o projeto para a requalificação da escola “foi elaborado em 2020
pelo governo de então, tendo o governo de coligação lançado a obra a
concurso logo que houve oportunidade para o efeito, dada a necessidade
premente da intervenção”.A empreitada foi adjudicada, em dezembro de 2023, por mais de 2,2 milhões de euros, tendo um prazo de execução de 365 dias.Previa
a reabilitação das instalações da escola, a nível de coberturas,
reparações interiores e a remodelação das infraestruturas elétricas, de
telecomunicações e da rede de abastecimento de águas.Segundo
a tutela, a primeira fase a obra consistiu “na reparação das coberturas
dos edifícios, para sanar infiltrações, e dos quadros elétricos,
nomeadamente na melhoria e na adaptação à legislação em vigor nos
quadros e entre eles”. No entanto, durante
a obra “foram detetadas patologias adicionais, cuja correção foi
incluída na execução da obra e garantida pelos mecanismos legais
aplicáveis”.“Já se encontram a decorrer na
Direção Regional das Obras Públicas os processos conducentes ao
lançamento de concursos para os projetos relativos às intervenções
seguintes na escola, incluindo de revisão integral da rede elétrica, das
instalações sanitárias (que abrange rede de esgotos e rede de águas),
do pavilhão desportivo e de outras patologias já identificadas”,
assegurou.O executivo lamentou “a forma
como o deputado da Iniciativa Liberal abordou esta questão” e manifestou
“total disponibilidade para proceder aos esclarecimentos necessários”.Segundo
o deputado da Iniciativa Liberal, que visitou a escola, há laboratórios
de Física e de Química fechados, porque está “em perigo a integridade
física dos professores e dos alunos ao trabalharem com determinados
equipamentos”, e há “casas de banho que estão com as paredes verdes de
humidade devido a infiltrações que não foram reparadas”.Pedro
Ferreira lamentou que “o Governo [Regional] não saia dos seus
gabinetes, centralize concursos públicos” e “faça projetos sem verificar
antes as reais necessidades da escola”.