Governo dos Açores diz que obra na Lagoa do Fogo respeita "área protegida"
8 de jan. de 2020, 16:09
— Lusa/AO Online
O PCP/Açores tinha
pedido "informações com urgência" ao Governo açoriano sobre o
estudo e o projeto de impacto ambiental de requalificação do miradouro
da Lagoa do Fogo, sublinhando que o documento mereceu contestação, por
exemplo, de organizações ambientais."Trata-se
de uma intervenção concebida na perspetiva de gestão e conservação da
área protegida, com o objetivo de harmonizar a presença dos visitantes
com a preservação do património natural e, simultaneamente, proporcionar
uma experiência singular de visitação a um dos 'ex-libris' naturais e
paisagísticos da ilha de São Miguel e dos Açores", sublinha um
esclarecimento enviado posteriormente às redações pela Secretaria
Regional da Energia, Ambiente e Turismo.A
tutela rejeita, assim, "por completo, a afirmação de que as organizações
não governamentais de ambiente só tiveram conhecimento das mesmas dois
dias antes da apresentação do estudo prévio do projeto".Segundo
o executivo açoriano, "as propostas de intervenção para a Reserva
Natural da Lagoa do Fogo foram apresentadas ao Conselho Regional do
Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CRADS) no dia 12 de abril de
2018, em reunião especialmente dedicada à análise das pressões humanas
em áreas protegidas abertas à visitação, incluindo a apreciação e
emissão de parecer sobre as correspondentes propostas de intervenção e
regulamentação". Entretanto, e segundo
explica ainda o Governo Regional, "foi executada a parte referente à
zona de estacionamento de viaturas e a intervenção na estrada regional,
já concluída", tendo sido "encomendada a elaboração do projeto para a
intervenção na zona do miradouro, em linha com a solução apresentada no
CRADS".A Secretaria Regional da Energia,
Ambiente e Turismo sublinha também que, e "dando cumprimento ao que fora
assumido com os parceiros", o "Governo Regional disponibilizou o estudo
prévio do projeto para a respetiva análise e parecer e promoveu a sua
apresentação pública em 23 de novembro, de forma a receber contributos
para serem ponderados no projeto final".É
também reiterado pelo Governo dos Açores que "os principais objetivos
das intervenções passam por disciplinar a presença dos visitantes,
melhorando e ordenando a fruição do local, controlando o acesso às
cumeeiras e ao trilho, e evitando o condicionamento da estrada
regional"."É, pois, falso afirmar que não
foram estudadas medidas de controlo do número de visitantes, já que o
projeto contempla uma zona de apoio aos mesmos, tendo este espaço sido
concebido com o objetivo de disciplinar a entrada no trilho da Lagoa do
Fogo, que se passa a fazer-se unicamente através desta zona, permitindo
que haja uma gestão e controlo dos acessos mais eficaz, nomeadamente com
condições para implementar a limitação do número de utilizadores do
trilho, com referência aos respetivos limites de carga", frisa ainda o
texto.