Governo dos Açores diz que há "total colaboração" com as autoridades policiais

Hoje 09:02 — Lusa/AO Online

“Tivemos a informação que estas buscas ocorreram em vários locais da administração regional e, portanto, da nossa parte, a nossa reação é a de que, obviamente, as entidades competentes estão a fazer a investigação que consideraram adequado fazer”, disse aos jornalistas Paulo Estevão.O governante, que falava à margem dos trabalhos do plenário regional de março, que decorre na cidade da Horta, na ilha do Faial, acrescentou que da parte do executivo liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro “há total colaboração com as autoridades”.A Polícia Judiciária (PJ) realizou uma operação policial nos Açores e em Lisboa, no âmbito de um inquérito por “suspeitas do favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública” e constituiu cinco arguidos.Em comunicado, a PJ adiantou que a operação "Last Call" foi desenvolvida através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, tendo sido realizadas buscas nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial e em Lisboa.“No âmbito das diligências realizadas, foram recolhidos importantes elementos de prova dos factos em investigação, tendo sido constituídos cinco arguidos”, ainda segundo a PJ.A operação policial permitiu o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em domicílios, organismos públicos, associações de direito privado e escritórios de advogados, “no âmbito do inquérito onde se investiga a prática dos crimes de fraude na obtenção de subsídio ou subvenção, prevaricação, participação económica em negócio e abuso de poderes”, lê-se na nota.Ainda de acordo com a PJ, em causa “estão suspeitas do favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública, designadamente através de financiamento ilegal na adjudicação indevida de contratos financiados pelo Programa Operacional dos Açores 2030”.O secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades dos Açores referiu que da parte do Governo Regional, “existe a convicção absoluta que todos os assuntos” em que é tomada a decisão de contratualizar, os atos praticados são legais.“E, portanto, existe a convicção absoluta que, seja qual for o ato praticado, que o estamos a praticar no âmbito da legalidade, com integridade e com honestidade. É esta a nossa convicção”, salientou.Paulo Estevão disse ainda que o executivo não tem conhecimento “das questões específicas que estão a ser colocadas” pela investigação, adiantando que a documentação solicitada será fornecida “com toda a celeridade”.O governante referiu também não ter conhecimento que algum membro do governo dos Açores “tenha sido constituído arguido” no âmbito da investigação, como adiantaram alguns órgãos de comunicação social.O inquérito corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa.