Governo dos Açores disponível para apoio extraordinário à imprensa devido a custo do papel
9 de jun. de 2022, 10:10
— Lusa/AO Online
“O Governo está
sensível para pensar num apoio extraordinário à imprensa, devido ao
aumento de preço do papel, fruto desta crise económica, que penaliza a
imprensa”, afirmou José Manuel Bolieiro, em declarações aos jornalistas
no Palácio de Sant’ Ana, em Ponta Delgada, após ter recebido, em
audiência, a Delegação Regional dos Açores da Anafre – Associação
Nacional de Freguesias.O chefe do
executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM falava a propósito da indicação de
que os jornais Diário dos Açores, Correio dos Açores e Atlântico
Expresso deixam, a partir de quinta-feira, de ser impressos devido à
"rotura de vários tipos de papel no mercado nacional e internacional".Bolieiro
esclareceu que uma questão é a “gestão de ‘stock’ de papel” e outra, a
que o Governo regional está “sensível”, é o aumento dos preços do papel.“Relativamente a esta matéria, assumo a vontade e o compromisso de colaborar, no quadro das nossas possibilidades”, afirmou. Questionado
sobre os moldes do referido apoio extraordinário à imprensa, o chefe do
Governo indicou que será definido através do “diálogo”, essencial para
ter “o bom acolhimento das opções”. “Para
nós, os órgãos de comunicação social prestam um serviço à democracia, à
pluralidade de opiniões e à formação cívica. Por isso, temos sistemas de subvenção pública aos órgãos de comunicação social regionais”, destacou.Num
comunicado publicado naqueles três jornais, e intitulado “uma
notícia que não gostaríamos de dar”, a Gráfica Açoreana informa os
assinantes e clientes que, a partir de quinta-feira, aquelas publicações
“vão ser distribuídas em formato PDF”. "Desde
fevereiro que as empresas gráficas estão confrontadas com a rotura de
vários tipos de papel no mercado nacional e internacional […]
conseguimos até ao momento garantir papel com um custo três vezes
superior ao papel próprio para impressão de jornais. Apesar do enorme
encargo […] foi possível até agora manter a publicação regular […].
Porém, o último lote de papel serviu para imprimir os jornais que hoje
publicamos”, indica a Gráfica Açoreana.No
caso do outro matutino da ilha de São Miguel, o Açoriano Oriental, o
administrador da Açormédia, Pedro Melo, adiantou à agência Lusa que não
se prevê "para já" problemas de falta de papel."Temos
‘stock’ e encomendas de papel acauteladas até ao fim do ano", afirmou o
administrador da Açormédia, que detém o jornal Açoriano Oriental.Pedro Melo assinalou, no entanto, os aumentos que se têm vindo a verificar em relação ao preço do papel.