Governo dos Açores disponível para apoiar trabalhadores da Cofaco
9 de jan. de 2018, 17:56
— Lusa/AO online
Gui
Menezes assumiu ter tido conhecimento do despedimento de 167
trabalhadores - número inferior aos 180 avançados pela comissão de
trabalhadores - na conserveira localizada na Madalena, na ilha do Pico,
sendo esta a opção da empresa "até ser construída nova fábrica" dentro
de dois anos."A
empresa garantiu-nos que os direitos dos trabalhadores iam todos ser
garantidos e os serviços competentes em matérias de trabalho como a
Inspeção Regional do Trabalho, a Direção Regional do Emprego e a Agência
do Emprego irão naturalmente acompanhar os trabalhadores e estão
naturalmente disponíveis para apoiar os trabalhadores em tudo aquilo que
for necessário", garantiu.O
governante assume não se tratar de "uma situação muito confortável",
sendo que a Cofaco é um dos maiores empregadores da ilha, não havendo
para já garantias de que todos os trabalhadores despedidos serão
integrados na nova unidade fabril a construir a partir de abril de 2018."Isso
ainda não sabemos, naturalmente, tratando-se de uma nova fábrica há
alterações tecnológicas que vão ocorrer, acho que é prematuro saber
quantos [trabalhadores] é que vão ser reintegrados no futuro. O que eu
posso dizer é o que a empresa nos transmitiu é que a sua aposta,
novamente no Pico, também se devia muito à qualidade dos trabalhadores
na laboração do atum", sublinhou.Gui
Menezes demonstrou-se, no entanto, confiante de que "grande parte dos
trabalhadores será readmitida" pela qualidade e experiência adquirida,
assegurando que não haverá qualquer deslocalização da empresa."O projeto que existe é para a reconstrução de uma nova fábrica no mesmo local", garantiu.O
secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia adiantou ainda que a
candidatura da Cofaco a apoios comunitários para a construção de uma
nova unidade fabril na ilha do Pico deu entrada em 20 de dezembro de
2017.O valor
estimado para o projeto é de 6,7 milhões de euros sendo que contará com o
apoio público na ordem dos 75%, nomeadamente de cerca de 1,1 milhão de
euros por via do orçamento da região, de cerca de 3,3 milhões de
co-financiamento e de 35% de despesa privada."(O
investimento) Faz parte de uma alteração estratégica que a empresa quer
ter nos Açores para também se tornar mais competitiva e mais
consentânea com aquilo que são as novas tecnologias e as exigências do
mercado", disse.A agência Lusa tentou uma reação junto do conselho de administração da fábrica da Cofaco, mas até ao momento não foi possível.