Governo dos Açores disponível para analisar apoios aos guias turísticos

Covid-19

15 de fev. de 2021, 16:41 — Lusa/AO Online

“O Governo dos Açores manifesta abertura para acompanhar aqueles que são os resultados dos instrumentos de apoio à quebra da atividade económica, em particular a turística, para os profissionais e empresas, bem como trabalhadores em geral, no quadro dos apoios que atualmente existem, o que preenche e o que pode estar omisso, para verificarmos que possibilidades teremos”, afirmou José Manuel Bolieiro.O líder do governo de coligação PSD/CDS-PP/PPM recebeu, em audiência, no Palácio de Sant’Ana, em Ponta Delgada, a direção da Associação de Guias de Informação Turística dos Açores (AGITA), liderada pela sua vice-presidente, Filipa Martins.José Manuel Bolieiro considerou ser “legítima uma preocupação que a AGITA tem, e que justifica nesta altura uma profunda avaliação e reflexão, que tem a ver com a certificação dos guias de informação turística”.O governante referiu que “faz todo o sentido e é oportuno nesta fase, não só pelo contexto pandémico, mas devido à sua inatividade, bolsas de formação”, salvaguardando que o PAN/Açores “tomou uma iniciativa legislativa para a possibilidade de criação de cadernetas profissionais”, processo no âmbito do qual se pretende gerar um “bom diálogo” com o partido proponente.José Manuel Bolieiro referiu que vai, entretanto, sensibilizar o Governo da República para os encargos com a segurança social dos guias de informação turística, que estão sem registar atividade há cerca de um ano.A dirigente da AGITA, Filipa Martins, que estima em cerca de 200 os guias de informação turística nos Açores, disse esperar que a certificação dos profissionais do setor tenha lugar durante a paragem imposta no turismo pela pandemia da covid-19, a par de bolsas de formação, visando “arranjar rendimentos para estes dias sem trabalho para trabalhadores que apenas se dedicam a esta profissão”.A dirigente lembrou que os apoios existentes, “mesmo a nível nacional, obrigam a que a pessoa esteja cerca de 30 meses a pagar segurança social, quando não se sabe qual será o futuro".Filipa Martins salientou ainda que não haverá, "provavelmente, trabalho suficiente para haver rendimentos durante este ano”, defendendo um apoio especifico para estes profissionais. O presidente do Governo Regional recebeu também hoje, em audiência, a diretora regional dos Açores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Helena Martins, que afirmou haver cerca de 50 profissionais alocados à estrutura existente na região, cerca de 40 dos quais inspetores que “estão a responder em pleno” às necessidades.Helena Martins salvaguardou que “com mais efetivos poder-se-ia [fazer] talvez mais, mas não melhor”, uma vez que “os efetivos que estão nos Açores desdobram-se quer na atividade de fronteira, na documentação e fiscalização” .Por sua vez, o presidente do Governo Regional sublinhou o “desempenho de excelência que, com a otimização dos recursos existentes, permite que o SEF nos Açores não seja noticia, porque o faz bem”.Bolieiro assumiu também o compromisso “de fazer dos Açores um aliado da direção regional no que respeita a qualquer transformação que no plano nacional se faça relativamente ao SEF, mantendo uma presença dignificante, ativa e, sobretudo, capaz de assegurar o controlo das fronteiras" na região.