Governo dos Açores destaca capacidade de resposta perante falha de combustível nas Lajes
Hoje 10:53
— Lusa/AO Online
“Perante
uma perturbação inesperada, nós tivemos, felizmente, capacidade de
resposta e, portanto, está a ser tratado e creio que não haverá depois,
no final, qualquer consequência”, afirmou o chefe do executivo açoriano
(PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, em declarações aos jornalistas,
em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.No
domingo, o diretor da Aerogare das Lajes, Vítor Pereira, revelou à Lusa
que o combustível que chegou à Terceira para abastecer a operação aérea
civil “não cumpriu com os testes de qualidade e segurança que a Galp tem
para o seu produto” e que a empresa optou por “não colocar este produto
no mercado, porque não estavam garantidas as condições de segurança
para a aviação civil”.O responsável
assegurou, no entanto, que a infraestrutura tinha reservas que permitiam
garantir que a operação prevista não iria “sofrer alterações”, embora
tivessem tomado medidas de precaução.Segundo
a página da Aerogare Civil das Lajes, apenas um voo das Flores foi
cancelado no domingo e esta segunda-feira a operação está a decorrer normalmente.O
presidente do Governo Regional dos Açores, que chegou à ilha Terceira
no domingo à noite, num voo de Ponta Delgada, disse ter ficado
“satisfeito” com a capacidade de reação do executivo e com a capacidade
de gestão da Aerogare Civil das Lajes.“Foi
uma perturbação em que foi preciso ter capacidade de reação.
Felizmente, tivemos”, assegurou, quando questionado à margem de uma
visita ao Hospital da Ilha Terceira.Segundo
o governante, o executivo deu uma “resposta imediata”, com o transporte
de combustível da ilha de São Miguel para a ilha Terceira e com a
limpeza dos tanques para a retoma da operação, cumprindo “tudo o que
tecnicamente é adequado”.O diretor da
Aerogare das Lajes já tinha adiantado à Lusa que foi solicitada a
colaboração das companhias aéreas, para que se deslocassem à Terceira
com “mais combustível do que o normal”, para uma melhor gestão das
reservas existentes na ilha.Também foi
emitido um aviso para que as emergências médicas fossem encaminhadas
para Ponta Delgada, enquanto a situação não estivesse normalizada.No
domingo, Vítor Pereira disse prever que isso acontecesse “dentro de
dois a três dias”, revelando que sairia um navio com um reforço de
combustível da ilha de São Miguel e outro de Lisboa com o novo
combustível.O diretor da Aerogare Civil
das Lajes disse ainda que situações desta natureza não acontecem com
muita regularidade, mas existem planos de contingência que permitem
encará-las “com alguma tranquilidade”, com a colaboração de todos os
agentes envolvidos na operação das companhias aéreas e com a própria
Base Aérea n.º 4.