Governo dos Açores denuncia fraude de 140 mil euros no Hospital de Ponta Delgada
15 de mai. de 2025, 16:39
— Lusa/AO Online
“Houve a descoberta de uma
fraude, já por este Conselho de Administração, [perpetrada] por parte de
um funcionário, que lesou o serviço de deslocação de utentes em 140 mil
euros”, disse Mónica Seidi, ouvida na comissão parlamentar de
inquérito ao incêndio no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES),
reunida em Ponta Delgada.Segundo Mónica
Seidi, o caso terá ocorrido no ano de 2023, mas o anterior Conselho de
Administração do HDES, então presidido por Manuela Gomes de Menezes
(entretanto afastada do cargo), não terá transmitido essa informação à
tutela, que, entretanto, encaminhou o caso para a Polícia Judiciária
(PJ).A titular da pasta da Saúde no
arquipélago adiantou que a “desorganização” que existia no seio do
anterior Conselho de Administração, terá contribuído para que o
executivo açoriano de coligação (PSD, CDS-PP e PPM) optasse por afastar a
anterior presidente e, também, o vogal António Vasco Viveiros, que
tinha sido nomeado em maio apenas para “tratar de questões financeiras”.“Para
minha surpresa, só por duas ocasiões ele tratou comigo de questões
financeiras”, recordou a governante, referindo-se ao anterior
responsável pelo serviço de manutenção e equipamentos, que elaborou um
relatório que dava conta de que o edifício principal do HDES, danificado
por um forte incêndio em 04 de maio de 2024, estaria em condições de
reabrir as suas portas em agosto do mesmo ano, após algumas intervenções
ligeiras.A secretária regional da Saúde e
da Segurança Social entende, porém, que “não era solução” realizar
obras no HDES e “atender aos utentes” em simultâneo, acrescentando que,
por razões de segurança clínica, o Governo Regional decidiu investir na
instalação de um hospital modular e, ao mesmo tempo, preparar uma
intervenção de fundo no edifício principal.“O
bem-estar e a segurança dos utentes estão acima da política e dos
partidos”, insistiu a governante, que aguarda agora pela elaboração de
um programa operacional final, para lançar o concurso para a intervenção
de fundo que é necessário realizar no maior hospital dos Açores.