Governo dos Açores cria novo programa de estágios para desempregados em empresas privadas
22 de dez. de 2018, 04:48
— Lusa/Ao online
"O objetivo é reforçar o apoio à integração de pessoas que estavam no mercado de trabalho em determinadas áreas a desenvolver determinadas atividades, para que possam progressivamente reforçar a integração do mercado de trabalho privado", adiantou, em declarações aos jornalistas, o vice-presidente do executivo açoriano, Sérgio Ávila, que tutela a pasta do Emprego.O governante falava em Angra do Heroísmo à margem de uma visita a uma empresa de abastecimento de mercadorias que tem atualmente 320 funcionários, 51 dos quais ao abrigo de programas de apoio ao emprego promovidos pelo Governo Regional.O programa EPIC (Estágios Profissionais Integrados Contínuos), cujas candidaturas abrem em janeiro, tem uma duração de um a quatro meses e é destinada a pessoas desempregadas que tenham terminado programas ocupacionais em entidades públicas e instituições, como o Recuperar, o PROSA, o SEI, os CTTs, o Berço de Emprego e o FIOS.O estágio é financiado integralmente pelo executivo açoriano, com montantes de 500 euros por mês para estagiários sem licenciatura e 700 euros por mês para licenciados, ficando a empresa responsável apenas pelo pagamento do subsídio de alimentação.A adesão a este programa obriga as empresas a assumirem o compromisso de contratação de pelo menos 50% dos estagiários, por um período mínimo de nove meses.Os contratos poderão beneficiar também de apoios, entre os 1800 a 2500 euros, consoante o nível de habilitação, ao abrigo do Programa de Fomento da Integração Laboral e Social (FILS) ou do programa Integra."É um programa que permitirá às empresas terem mais um mecanismo de apoio para contratarem trabalhadores que estão agora a concluir os seus programas socio-ocupacionais", frisou Sérgio Ávila, acrescentando que já se sente por parte das empresas procura e nalgumas áreas "falta de mão de obra".