Governo dos Açores cria novo programa de estágios para desempregados em empresas privadas
21 de dez. de 2018, 18:47
— Lusa/AO Online
"O
objetivo é reforçar o apoio à integração de pessoas que estavam no
mercado de trabalho em determinadas áreas a desenvolver determinadas
atividades, para que possam progressivamente reforçar a integração do
mercado de trabalho privado", adiantou, em declarações aos jornalistas, o
vice-presidente do executivo açoriano, Sérgio Ávila, que tutela a pasta
do Emprego.O
governante falava em Angra do Heroísmo à margem de uma visita a uma
empresa de abastecimento de mercadorias que tem atualmente 320
funcionários, 51 dos quais ao abrigo de programas de apoio ao emprego
promovidos pelo Governo Regional. O
programa EPIC (Estágios Profissionais Integrados Contínuos), cujas
candidaturas abrem em janeiro, tem uma duração de um a quatro meses e é
destinada a pessoas desempregadas que tenham terminado programas
ocupacionais em entidades públicas e instituições, como o Recuperar, o
PROSA, o SEI, os CTTs, o Berço de Emprego e o FIOS.O
estágio é financiado integralmente pelo executivo açoriano, com
montantes de 500 euros por mês para estagiários sem licenciatura e 700
euros por mês para licenciados, ficando a empresa responsável apenas
pelo pagamento do subsídio de alimentação.A
adesão a este programa obriga as empresas a assumirem o compromisso de
contratação de pelo menos 50% dos estagiários, por um período mínimo de
nove meses.Os
contratos poderão beneficiar também de apoios, entre os 1800 a 2500
euros, consoante o nível de habilitação, ao abrigo do Programa de
Fomento da Integração Laboral e Social (FILS) ou do programa Integra."É
um programa que permitirá às empresas terem mais um mecanismo de apoio
para contratarem trabalhadores que estão agora a concluir os seus
programas socio-ocupacionais", frisou Sérgio Ávila, acrescentando que já
se sente por parte das empresas procura e nalgumas áreas "falta de mão
de obra".