Governo dos Açores cria Cheque Saúde reivindicado pelo Chega desde 2023
10 de jul. de 2026, 15:23
— Lusa/AO online
“O Cheque
Saúde será emitido quando forem ultrapassados os tempos máximos de
resposta garantida, mediante o recurso a entidades convencionadas ou
contratualizadas”, revelou o executivo da coligação PSD/CDS-PP/PPM, no
comunicado do Conselho de Governo, divulgado hoje.O
decreto legislativo regional que cria o regime jurídico do Cheque Saúde
foi aprovado, na quarta-feira, numa reunião do Conselho de Governo que
decorreu na cidade da Horta, na ilha do Faial, onde está a decorrer o
plenário de julho do parlamento açoriano.O
diploma, que será submetido à Assembleia Legislativa dos Açores,
“pretende garantir um acesso mais rápido dos utentes a consultas de
especialidade hospitalar e exames complementares de diagnóstico”.“O
Cheque Saúde visa reduzir tempos de espera, aumentar a liberdade de
escolha dos utentes e promover uma utilização mais eficiente dos
recursos disponíveis”, explicou o executivo.Em
setembro de 2023, no primeiro mandato da coligação PSD/CDS-PP/PPM, o
parlamento açoriano aprovou um projeto de resolução, apresentado pelo
Chega, que recomendava ao Governo Regional que comparticipasse o
atendimento nos setores privado ou social, mediante a emissão de um
Cheque Saúde, sempre que se mostrassem esgotados os tempos máximos de
resposta garantidos, em consultas, exames ou cirurgias, no Serviço
Regional de Saúde.A iniciativa foi
aprovada com os votos a favor do proponente e de PSD, CDS-PP, PPM, IL,
PAN e deputado independente (ex-Chega), com a abstenção do PS e os votos
contra do BE.A medida foi integrada no
Orçamento da Região para 2026 e na discussão do documento foi aprovado,
por proposta do Chega, o reforço da verba inscrita para 500 mil euros.O
Conselho de Governo aprovou também, na Horta, um decreto regulamentar
regional, que visa simplificar os procedimentos de candidatura ao Regime
de Apoio às Atividades Culturais (RJAAC).“Entre
as principais alterações destaca-se a mudança do período de
candidaturas, que passa de agosto para janeiro, permitindo maior
previsibilidade após a aprovação do Orçamento da Região”, lê-se no
comunicado.Segundo o Governo Regional, “os
agentes culturais passam também a poder candidatar-se a diferentes
níveis de apoio no mesmo projeto, reduzindo o risco de exclusão” e “a
plataforma de candidaturas será reformulada para se tornar mais simples e
intuitiva”.Estas alterações tinham sido
anunciadas no final da semana passada pela secretária regional da
Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro, depois de vários agentes
culturais terem criticado a exclusão dos seus projetos do concurso,
chegando em alguns casos a cancelar eventos.O
Conselho de Governo aprovou ainda uma resolução que autoriza a abertura
de um concurso público com publicidade internacional, “com vista à
celebração de um contrato de fretamento de um navio para o serviço de
transporte regular de mercadorias para a ilha das Flores, pelo Fundo
Regional de Apoio à Coesão e ao Desenvolvimento Económico, com o preço
base de 7,5 milhões de euros”.Ainda na
área dos transportes marítimos, foi aprovada uma resolução que “reduz em
50% as tarifas portuárias aos navios porta-contentores de cabotagem
insular que efetuem escalas em portos da região, que tenham movimentado,
no ano civil anterior, menos de 3.000 TEU’s de contentores cheios”.O
Conselho de Governo autorizou a celebração de um contrato-programa com a
associação que gere o Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel
(Nonagon), num montante de 492 mil euros, para o ano de 2026.Aprovou
também uma resolução que autoriza “a abertura de um concurso público
com publicidade internacional com vista à aquisição, para a ilha
Terceira, de um veículo de socorro e assistência, com meios elevatórios,
com o preço base de 1,3 milhões de euros”.