Governo dos Açores com proposta para circularidade de carreiras dos enfermeiros
23 de mar. de 2023, 16:56
— Lusa
O
Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR) refere que
“graças a este articulado, enfermeiros oriundos do continente ou da
Madeira não perdem os pontos que possibilitam progredir na carreira se
forem trabalhar para os Açores, incluindo os profissionais com contratos
individuais de trabalho”.Em nota de
imprensa, na sequência de uma reunião do SINDERPOR com a secretária
regional de Saúde e Desporto, Mónica Seidi, a estrutura sindical refere
que será aprovado um Decreto Legislativo Regional “com o objetivo de
eliminar quaisquer impedimentos jurídicos que pudessem impedir o
descongelamento de carreiras a partir de 2020”.De
acordo com o sindicato, esta proposta de diploma e a outra da
circularidade “já estão concluídas e serão, em breve, enviados aos
sindicatos de enfermagem para que estes se pronunciem sobre os mesmos”.Estes
serão posteriormente levados ao Conselho do Governo dos Açores,
“devendo ser aprovados em Assembleia Legislativa Regional durante o mês
de abril”.O SINDEPOR afirma que o diploma
de incentivo à fixação de enfermeiros nas ilhas carenciadas deve “ficar
pronto até ao final de março”. “Mónica
Seidi informou também que será alargado o prazo em que os enfermeiros
podem transitar de generalistas para especialistas. Esse limite era até
31 de dezembro de 2018 e agora passa para 31 de maio de 2019. Uma
extensão que, por si só, garante mais 40 novos enfermeiros especialistas
no arquipélago”, refere-se na nota de imprensa. O
sindicato aponta que a “necessidade de dotar as ilhas açorianas mais
pequenas de enfermeiros especialistas foi outro dos temas abordados na
reunião com a secretária regional, assim como o imprescindível acesso
dos mesmos a formações e pós-graduações”, tendo Mónica Seidi “concordado
com esta necessidade para melhorar a qualidade do Serviço Regional de
Saúde”.O SINDEPOR afirma que, “ao mesmo
tempo, será feito um levantamento, neste caso em todo o arquipélago,
para determinar quais as especializações de enfermagem que são mais
necessárias e prioritárias desenvolver”. A
estrutura representativa dos enfermeiros informou, entretanto, Mónica
Seidi que “tem recebido vários pedidos de esclarecimento sobre o direito
que os enfermeiros têm de recusar a realização de mais do que 150 horas
extra mensais”.O sindicato salvaguarda
que os enfermeiros estão “determinados em não ultrapassar esse limite de
horas extra”, uma vez que “tal irá provocar grandes complicações na
elaboração das escalas de trabalho, em particular nas ilhas mais
pequenas”O SINDEPOR apresentou “algumas soluções para resolver este problema”, mas não concretiza quais.