Governo dos Açores aumenta valor dos formadores dos cursos de língua portuguesa
Hoje 10:33
— Lusa
Em comunicado, o Governo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) adianta que o aumento surge na sequência de uma nova portaria, que cria os cursos de “português língua de acolhimento” na região autónoma.“Tivemos a oportunidade de melhorar a portaria no âmbito de aumentar a remuneração que os formadores passam a ter, de 19 euros por hora para 25”, explicou o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, citado na nota.Na nota é ainda referido que, “para dar resposta às centenas de pessoas em lista de espera”, o executivo açoriano está também a fazer um “aumento substancial da oferta formativa”.Nesse sentido, acrescentou Paulo Estêvão, o Governo “está a desafiar os municípios e a Universidade dos Açores a juntarem-se a este esforço formativo”, liderado pela Associação dos Imigrantes nos Açores e pela Cooperativa Regional de Economia Solidária Cresaçor.O objetivo é “acabar com a lista de espera o mais rapidamente possível”, salientou o governante, apontando para a sua resolução "num prazo máximo de um ano e meio a dois anos".A Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, que reuniu o Conselho Consultivo Regional para os Assuntos da Imigração, num encontro “focado na avaliação e na definição de estratégias para o acolhimento de cidadãos estrangeiros no arquipélago”, aproveitou também o encontro para apresentar o documento atualizado do Guia de Contratação de Cidadãos Estrangeiros na Região.O guia, lê-se na nota, pretende “fornecer informação completa e rigorosa aos empregadores, de forma a superar constrangimentos burocráticos e garantir uma integração rápida e eficaz no mercado de trabalho”.Na reunião, Paulo Estêvão anunciou igualmente a cedência de um edifício para a instalação da nova sede da Associação dos Imigrantes nos Açores, bem como a realização na ilha das Flores e Corvo do IV Fórum das Migrações dos Açores, em abril.Paulo Estêvão justificou o debate da temática nos locais mais periféricos dos Açores recordando que nas Flores “a população estrangeira já supera os 10% da população residente”.