Governo dos Açores apoia proposta do PS de redução de plástico
21 de mar. de 2019, 18:03
— Susete Rodrigues/AO Online
Marta Guerreiro falava na
Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho (CAPAT), onde
foram analisadas propostas do PS para a não utilização de louça
descartável de plástico e a redução do uso de embalagens e produtos em
plástico nos Açores, bem como a redução da produção de resíduos e
embalagens e a utilização eficiente da água dos serviços de
Administração Pública.Sobre estas
matérias, a secretária regional afirmou que as “três iniciativas
legislativas não poderiam estar mais em linha com aquela que tem sido” a
ação do executivo açoriano, “em prol da sustentabilidade dos Açores”.A
responsável pela tutela do Ambiente assinalou também a “maturidade de
uma sociedade que fez chegar uma petição à Assembleia Legislativa
Regional precisamente com estas preocupações” de redução do uso de
plásticos.As propostas apresentadas pelo
grupo parlamentar socialista respondem à necessidade “de mudar opções de
consumo que são muito penalizadoras para o meio ambiente”, uma vez que a
“utilização de embalagens de plástico apenas uma única vez não é, de
todo, compatível com qualquer sustentabilidade que se pretenda para
qualquer região do mundo”, frisou.“Aquilo
que está aqui em causa é nós sabermos aproveitar os nossos recursos”,
como a “água corrente da torneira que é de excelente qualidade”,
considerou a Secretária Regional, apontando que “os relatórios de
Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos dos Açores sobre o
controlo da qualidade da água para consumo humano, atestam percentagens
de água de abastecimento público monitorizada e de boa qualidade na
ordem dos 99%”.A governante defendeu ainda
que se pode substituir os plásticos de utilização única por outros
materiais menos nocivos para o ambiente ou por materiais reutilizáveis, e
admitiu um período de adaptação quer para os agentes dos setores da
restauração e hotelaria, quer para a administração pública.Marta Guerreiro admitiu também a possibilidade de taxar produtos como a água engarrafada junto dos consumidores finais.“É
importante a sensibilização e a consciência ambiental por parte da
população, é assim que nós evoluímos, mas há uma altura em que também é
importante haver alguns estímulos, que, a nível financeiro, levem os
consumos para o caminho que se pretende”, explicou.Na
audição de hoje foi, também, discutido, por requerimento do Bloco de
Esquerda, a questão das descargas ilegais de águas residuais da unidade
fabril da conserveira Cofaco, em Rabo de Peixe, freguesia do concelho de
Ribeira Grande.A governante reiterou a
informação que já tinha sido transmitida em janeiro, de que as descargas
aconteceram “sem autorização ou conhecimento prévio” da autoridade
ambiental e da Inspeção Regional do Ambiente (IRA), mas que já foi
instaurado um processo de contraordenação.Em
nota enviada em janeiro, o executivo dava conta que “a situação foi
registada pela IRA e a informação será anexada ao processo que decorre
com vista à aplicação de sanção, considerando que a empresa não está a
cumprir com as obrigações legais para a descarga de águas residuais".Marta
Guerreiro adiantou, ainda, que “é intenção da IRA, dentro de cerca de
três meses, voltar à Cofaco de Rabo de Peixe, para verificar se os
parâmetros das emissões da ETARI [Estação de Tratamento de Águas
Residuais Industriais] já estão dentro dos parâmetros normais e
legalmente previsto para tal”.