Governo dos Açores apela à criminalização de novas drogas
6 de dez. de 2024, 15:31
— Lusa/AO Online
O
Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) adianta, em comunicado,
que a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, através da
Direção Regional da Prevenção e Combate às Dependências, enviou ao
presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, "um
pedido para a rápida criminalização" de novas substâncias psicoativas
identificadas "em amostras de droga apreendidas" pelas autoridades.O
apelo surge após denúncia feita na última reunião da ‘task-force’
regional dedicada ao tema, onde foram apontadas alterações
significativas no comportamento de indivíduos com dependência seguidos
pela equipa de rua.O Governo açoriano
lembra que estas novas substâncias ainda não estão criminalizadas nem
incluídas no quadro legal da Lei da Droga 15/93, de 22 de janeiro, o que
cria "uma lacuna na capacidade das autoridades de agir eficazmente para
controlar o seu consumo, tráfico e distribuição".A
Secretaria Regional da Saúde acrescenta que o "vácuo legislativo
compromete a proteção das populações mais vulneráveis", especialmente
jovens, e "limita" os esforços no âmbito da prevenção no arquipélago
açoriano."O rápido surgimento destas novas
substâncias dificulta a sua identificação pelas autoridades, agravando
os riscos associados ao seu consumo pelo seu alto potencial aditivo,
toxicidade e efeitos imprevisíveis no organismo", lê-se na nota.Apesar
da "rápida articulação" entre as entidades e "disponibilidade imediata"
da Polícia Judiciária (PJ), o Governo Regional considera que a inclusão
destas substâncias na legislação "é uma medida urgente e essencial para
capacitar as autoridades na sua atuação contra o fenómeno"."Somente
através de uma resposta célere e coordenada entre as diversas entidades
– governamentais, educativas, sociais e de saúde – será possível
proteger o bem-estar e a saúde das comunidades açorianas, minimizando o
impacto dos comportamentos aditivos e dependências na Região", vinca o
Governo açoriano.