Governo dos Açores altera regime de resíduos para acelerar economia circular
Hoje 11:23
— Lusa/AO Online
No
preâmbulo do diploma é recordado que, em 2018, a UE “materializou a
ambição de se avançar a passos largos rumo a uma economia circular,
garantindo que os resíduos sejam reconhecidos como recursos”.O
documento refere que as alterações contemplam a “revisão em alta das
metas relativas à preparação para a reutilização e reciclagem de
resíduos e à reciclagem de embalagens, a introdução de novas restrições à
deposição de resíduos em aterro e à utilização de plásticos”.O
preâmbulo salvaguarda que “é neste contexto que se promove a revisão do
regime geral de prevenção e gestão de resíduos” dos Açores,
“clarificando alguns conceitos, ajustando e reforçando os instrumentos
de planeamento e governança e os mecanismos de monitorização e
acompanhamento da política de gestão de resíduos”.Pretende-se
ainda “densificar e intensificar as normas relativas à prevenção da
produção de resíduos, adequando a estrutura e os procedimentos de gestão
de resíduos aos desafios da economia circular e aos objetivos do
desenvolvimento sustentável”.O Governo dos
Açores garantiu, em outubro do ano passado, que a proposta do regime de
prevenção e gestão de resíduos na região reforça os instrumentos e revê
a estrutura tarifária dos resíduos urbanos, que deixará de estar
indexada ao consumo de água.“É um
documento assertivo, que apresenta uma evolução importante adequada à
realidade açoriana e adaptada às diretivas comunitárias”, sublinhou,
então, o secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso
Miguel.O governante foi ouvido em sede de
comissão parlamentar de Assuntos Parlamentares, Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável, no âmbito da proposta de decreto
legislativo regional n.º 28/XIII/1.ª, do Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM), que estabelece o regime geral de prevenção e gestão de
resíduos dos Açores.Entre as principais
alterações, o secretário regional destacou o alargamento da obrigação de
recolha seletiva a novas tipologias de resíduos, como biorresíduos,
mobiliário, têxteis e resíduos perigosos e a imposição de restrições e
limitações à deposição em aterro e incineração de materiais recolhidos
de forma seletiva.“A proposta inclui ainda
um novo capítulo sobre lixo marinho e atualiza os procedimentos de
licenciamento e concessão das operações de gestão de resíduos”, disse
aos deputados Alonso Miguel, acrescentando que o documento tem ainda
especial enfoque no combate ao desperdício alimentar.Outra
alteração prende-se com a revisão da estrutura tarifária dos resíduos
urbanos, que deixará de estar indexada ao consumo de água num prazo de
cinco anos.