Governo dos Açores alarga escalões e aumenta remuneração complementar em 5%
24 de out. de 2023, 15:05
— Lusa
“Teremos
para 2024 um aumento de 5% da base da remuneração complementar. Temos
uma inflação prevista para 2024 de 3,7%. Teremos aqui um aumento
substancialmente acima da inflação previsível”, anunciou o secretário
das Finanças, Planeamento e Administração Pública.Duarte
Freitas falava hoje aos jornalistas na sede daquela secretaria
regional, em Ponta Delgada, após várias reuniões com os sindicatos tendo
em vista alterações à remuneração complementar.O
secretário regional revelou ainda mudanças nos escalões daquele
subsídio, que vai passar a abranger os trabalhadores da função pública
com um vencimento de cerca de 1.700 euros, quando antes apenas
contemplava os funcionários com salários até 1.386 euros.“Vamos
também alargar o número de escalões. Além do aumento de 5% da base da
remuneração complementar, vamos abranger mais cerca de 1.500
trabalhadores a receber a remuneração complementar”, adiantou.E
detalhou: “O alargamento de escalões está agora a ser definido em
pormenores, mas estamos a falar de até 1.700 euros [de salário]”.Atualmente,
beneficiam da remuneração complementar nos Açores 8.867 funcionários
públicos. Com as alterações anunciadas pelo Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM), estima-se que o subsídio abranja 10.267 pessoas.As mudanças vão implicar um investimento de dois milhões de euros, segundo o secretário regional.“O impacto que estimamos é de cerca de dois milhões de euros a mais do que era habitual”, vincou.O
governante reconheceu que as mudanças “não agradarão a todos”, mas
salientou o “esforço de entendimento global” com as estruturas
sindicais.O Governo Regional vai ainda
alterar a componente legislativa que regula a remuneração complementar
ao incluir os novos escalões no documento Orçamental da região.“Vamos
verter no diploma orçamental o normativo que torna desnecessário as
alterações que anualmente íamos fazendo ao decreto legislativo base [da
remuneração complementar]”, explicou.Em 18
de outubro, o SINTAP defendeu uma "revisão e alargamento dos escalões
da remuneração complementar/subsídio de insularidade até 2.132,32
euros", enquanto a CGTP, em agosto, reivindicou um acréscimo da
remuneração complementar para 100 euros.Em
abril, o Conselho do Governo Regional já tinha aprovado alterações à
atribuição da remuneração complementar, que passou a abranger os
trabalhadores da função pública com rendimentos até 1.386 euros (aquela
remuneração estava destinada aos trabalhadores com salário igual ou
inferior a 1.320 euros).