Governo dos Açores admite falta de recursos humanos nas recolhas para testagem
30 de dez. de 2021, 09:30
— Lusa/AO Online
“Nesta fase, a
maior dificuldade que temos é de recursos humanos na colheita e dos
próprios testes. Há uma falta de testes em todo o mundo. Existe uma
grande procura”, afirmou, em declarações aos jornalistas, em Angra do
Heroísmo.Questionado
sobre a possibilidade de reativar os protocolos de testagem com os
laboratórios da Universidade dos Açores nas ilhas Terceira e São Miguel,
Clélio Meneses disse que, nesta fase, “não há propriamente uma
dificuldade laboratorial”, mas de recursos humanos na recolha de
amostras.“É
um período em que há muita gente de férias, há muitos profissionais que
estão infetados ou foram contactos próximos de infetados, o que torna
mais exígua a resposta em termos de recursos humanos. É perante estas
dificuldades que estamos a trabalhar”, explicou.O
secretário regional da Saúde disse que a tutela conta “sempre com os
laboratórios da Universidade dos Açores, para, sendo necessário, poderem
prestar um trabalho inestimável que prestaram noutras fases da
pandemia”.Questionado
sobre a possibilidade de voltarem a ser exigidos testes de despiste do
coronavírus que provoca a doença covid-19 a todos quantos queiram entrar
na região, Clélio Meneses afastou esse cenário.“Nesta fase não é obrigatório, a não ser para os voos do estrangeiro. Não ponderamos, no imediato, que seja retomado”, adiantou.O
governante salientou que estão disponíveis testes rápidos de antigénio
gratuitos nos aeroportos das ilhas Terceira e de São Miguel (os dois com
maior movimento), para quem os quiser fazer de forma voluntária.“Tem
acontecido no aeroporto da Ilha Terceira [serem feitos] testes PCR
voluntários. As pessoas dirigem-se ao posto de testagem, querem
voluntariamente ser testadas, não é possível um teste rápido e é feito
um PCR”, acrescentou.Os
Açores registaram hoje 249 novos casos de infeção pelo coronavírus
SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19, o segundo recorde diário
consecutivo desde o início da pandemia, revelou a Autoridade Regional de
Saúde.A
região tem agora 1.079 casos ativos de infeção, dos quais 726 em São
Miguel, 206 na Terceira, 61 no Faial, 35 em Santa Maria, 27 no Pico, 22
na Graciosa e dois nas Flores.Estão
internados 14 doentes com covid-19, sendo 13 no Hospital do Divino
Espírito Santo, em Ponta Delgada, quatro dos quais em unidade de
cuidados intensivos, e um no Hospital de Santo Espírito da Ilha
Terceira.Questionado
sobre a capacidade de resposta dos hospitais da região, o secretário
regional da Saúde disse que “neste momento não há preocupação”.“Há
algumas situações que merecem uma atenção particular, desde logo as que
estão em cuidados intensivos, mas não [está] ainda e esperemos que não
chegue ao ponto de afetar a capacidade de resposta do Serviço Regional
de Saúde”, avançou.A covid-19
provocou mais de 5,41 milhões de mortes em todo o mundo desde o início
da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.Em
Portugal, desde março de 2020, morreram 18.921 pessoas e foram
contabilizados 1.330.158 casos de infeção, segundo dados da
Direção-Geral da Saúde.A
doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado
no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com
variantes identificadas em vários países.Uma
nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa
pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral,
mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a
24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países,
sendo dominante em Portugal.